Dr. Affonso, uma vida dedicada a medicina e família

Dr. Affonso, uma vida dedicada a medicina e família

Um cardiologista com mais de 50 anos de atuação em Mirandópolis. Esse é Dr. Affonso Marcos Pintenho, que nasceu na zona rural de Santa Adélia, em 1934, e que recorda com muito orgulho da sua luta para conseguir estudar, pois atravessava um rio para chegar na Escola Mista da Fazenda Bela Vista. Iniciou sua faculdade de Medicina em Ribeirão Preto, em 1958, depois de formado mudou-se para Mirandópolis, onde constituiu Família e nunca mais saiu. Confira abaixo a entrevista que fizemos com o Dr. Affonso em sua residência:

Como foi sua infância?
Tive uma infância muito tranquila na zona rural de Santa Adélia, sendo que o estudo sempre permeou meu caminho. Lembro com muito orgulho do trajeto que fazia para chegar na Escola Mista da Fazenda Bela Vista. Era preciso atravessar um rio que as vezes enchia e daí passava só de corda. Depois fui estudar em Votuporanga na terceira série porque um dos meus irmãos (Lourencinho) já estava lá. Na teoria era para ficar tudo mais fácil por ser na cidade, mas fiquei doente naquele mesmo ano e acabei perdendo um ano de estudo.  Foi preciso voltar novamente pra Santa Adélia, só que nessa época meus pais mudaram para cidade.

Daí continuou os estudos lá?
Fiquei um pequeno período em Engenheiro Schmitt, acho que foram dois anos, mas depois voltei pra Santa Adélia. Fiz o magistério porque tinha como segundo plano ser professor caso não conseguisse entrar em Medicina. Só que um ponto importante foi minha mudança para Ribeirão Preto para estudar para o curso de medicina.

Foi complicado passar no vestibular?
Muito, no primeiro ano lá em Ribeirão encontramos uma realidade bem diferente de estudo, foi importante. No primeiro ano não consegui passar, mas enxerguei que se dedicasse mais teria condição de entrar. No segundo ano consegui passar e entrei na faculdade em 1958. Depois de formado fiz a prova para residência para fazer Clínica Médica e Cardiologia.

Quando mudou para Mirandópolis?
Depois de formado vim de vez para cá. Me instalei como cardiologista e nesse meio tempo entrei no hospital, lá fiz de tudo que era possível, pois fiz anestesia e cirurgia, atuei como cardiologista e ficava no atendimento de criança até idoso. Ficava muito tempo do meu dia dentro do hospital e consultório, me dedicava bastante. Agora estou me afastando de vez da profissão.

E quando casou?
Casei no dia 14 de janeiro de 1969. Tive quatro filhos: Affonso, que é médico veterinário, pai da Júlia; Geórgia, mora em São José dos Campos e é mãe do Arthur; Graziela, médica e mãe da Maria Fernanda; e o Gilberto, médico oftalmologista, pai de Catarina e Betina. Posso te pedir um favor? Gostaria que contasse um pouco da história da minha mulher.

Curiosidade: quem foi Eunice Alves dos Santos Marcos
No ano de 1955, após concluir o magistério e com 18 anos, foi convidada para trabalhar na Prefeitura Municipal de Mirandópolis, onde exerceu diversas funções. Por volta de 1971, participou dos Cursilhos de Cristandade e encontro de casais com Cristo e Bodas de Caná, cursos estes despertaram de vez a sua vocação em ser voluntaria, prestando serviço em benefício da comunidade.

Neste período passou também a ministrar cursos de noivos, de batismo e em seguida com o professor Benedito Assuite, criou e coordenou o Encontro de Casais com Cristo, ajudando a resolver problemas e a desenvolver atividades cristãs nos municípios de Mirandópolis, Bento de Abreu e Valparaíso

Iniciou os trabalhos da Sociedade de Proteção aos Menores de Mirandópolis — Casa da Criança,  em 1972, quando junto com assistentes sociais do Instituto Paulista de Promoção Humana e um grupo de cursilhistas, conseguiu colocar a mesma em funcionamento uma vez que a mesma já havia sido construída e equipada pelo Rotary Clube de Mirandópolis, mas continuava sem funcionamento.

Ajudou na fundação da APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, em 9 de junho de 1975, juntamente com Dr. Affonso, outros 10 casais e mais duas assistentes sociais. Na APAE não somente liderou a fundação, mas ocupou a presidência por duas vezes, e diversos outros cargos na diretoria, permanecendo membro ativo desta até início dos anos 1990, e enquanto a saúde permitiu, prestou serviços gratuitos na Entidade.

Na política, foi eleita vereadora para o quadriênio 1996 a 2000, quando exerceu o cargo de Primeira Secretária da Mesa Diretora, no quadriênio de 2000 a 2004, foi eleita primeira suplente de seu Partido, assumindo temporariamente o cargo por diversas vezes.

Eunice e Affonso casaram no dia 14 de janeiro de 1969 e tiveram quatro filhos (Affonso, Geórgia, Graziela e Gilberto)