Entre o campo e a cidade, Itio Nakano marca sua história em Mirandópolis

Entre o campo e a cidade, Itio Nakano marca sua história em Mirandópolis

Agropecuário, vereador e cantor de karaokê. A história de Itio Nakano, que nasceu em 1938 na Primeira Aliança, se mistura entre o trabalho no campo e sua atuação em ações sociais em Mirandópolis. Com quatro filhos e seis netos, Itio começou a trabalhar aos 12 anos em uma loja de ferragem do tio em Andradina, na sequência foi estudar contabilidade em São Paulo, sendo que precisou voltar para o interior para assumir as responsabilidades da família porque seu pai ficou doente. Em Mirandópolis, participou da política como vereador (1969-1972) e foi presidente da Federação das Associações Nipo-Brasileiras por mais de quinze anos. Confira abaixo a entrevista completa com Itio Nakano.

Onde o senhor nasceu e cresceu?
Nasci na Primeira Aliança, fui o filho mais velho. Meus pais eram bens rígidos na questão de trabalhar e estudar, não tinha moleza. Foi uma infância bem rígida, mas tenho boas lembranças. Na verdade, é que eram outros tempos né, muito diferente desse que vivemos hoje, onde tudo é mais fácil.

Estudei por lá mesmo na Aliança, quando acabei de formar no grupo fui morar em Andradina com meu tio para fazer o básico. Deveria ter uns 12 anos, fui para lá para estudar e também para começar a trabalhar em uma loja de ferragem que meu tio tinha.

Fiquei quatro anos por lá, depois do básico fui para São Paulo. Fiquei na casa do Paulo Sumita para trabalhar durante o dia e estudar Técnico em Contabilidade a noite. Formei e daí precisei voltar para cá (Aliança) porque meu pai ficou doente, na época foi algo bem sério e precisei voltar.

Deixou São Paulo e voltou para Aliança?
Pretendia fazer ciência econômica, estudar Contabilidade mesmo em São Paulo, mas o destino fez com que eu voltasse por essas questões familiares. Daí voltei e comecei a trabalhar junto com meu tio, porque meu pai faleceu e precisava assumir o sitio e as obrigações. Foi época de muito trabalho, dia e noite, meus irmãos eram pequenos ainda.

Como iniciou seu envolvimento com o Nippo?
Meu envolvimento maior começou quando saí da Aliança e comprei uma casa em Mirandópolis, por volta de 1965. Foi aí que fiquei sócio e comecei a me envolver mais profundamente com a associação. Passei por diversas funções, sendo que fui presidente da Federação das Associações Nipo-Brasileiras por quatro mandatos. Contribui com o que foi possível, hoje posso dizer que fico no conselho.

E como entrou na política?
Fui vereador por apenas um mandato, de 1969 até 1972. A Câmara não tinha tanto conflito, mas a gente era oposição e não era fácil. Preferi seguir minha vida fora da política.

Mudando de assunto, e esses troféus na sala?
Tem isso tudo (mostrando os troféus) e muitos outros em caixas lá no quartinho. O Karaokê começou como um hobby há uns 40 anos quando meu irmão me levou em um restaurante em São Paulo que tinha uma sala para cantar. Nunca tinha cantado nada, fui brincar e gostei da ideia. Iniciei competindo na Noroeste, participei de algumas competições no estado de São Paulo e depois também no Campeonato Brasileiro. Domingo vou cantar em Presidente Prudente, não pode parar.

Já teve outros hobbys?
Joguei muito beisebol, comecei a jogar quando morei em Andradina com uns 12 anos, depois joguei em São Paulo, no Bom Retiro, quando estudava por lá. Aqui em Mirandópolis brinquei muito tempo, sempre gostei do esporte.

Recentemente passou por problemas de saúde?
Fui no médico em Araçatuba e fiz uma endoscopia, daí o pessoal achou estranho, mas não falou que era câncer. Daí peguei os exames e fui para Sorocaba porque tenho um filho médico que mora lá. Chegando ele já ficou preocupado e falou que precisava operar. Lembro que eu queria esperar uns dez dias porque tinha uma competição de karaokê em Barueri, mas não teve jeito, já fui para a mesa de cirurgia resolver o problema. Faz uns dois anos, graças a Deus passou o susto maior.

Itio conquistou diversos troféus participando de campeonatos de karaokê por todo o Brasil