Esporte e Educação, duas paixões do professor Fumagalli

Esporte e Educação, duas paixões do professor Fumagalli

Você conhece o Antonio Roberto Fumagalli? Apaixonado por esporte e educação, o professor Fumagalli, como é conhecido, nasceu em São Carlos, em 1949, onde passou sua infância e juventude. Sua chegada em Mirandópolis foi por acaso. Após passar em concurso do estado, a cidade desconhecida surgiu como uma boa opção por ter muitas aulas disponíveis. Aqui foi professor, diretor de esportes na prefeitura, dono de academia e hoje atua como vice-diretor da faculdade FEA – Fundação Educacional de Andradina, além de pedalar cerca de 100 km por semana. Confira o bate papo que tivemos com Fumagalli.

Nasceu aonde?
Em São Carlos, em 1949, onde passei minha infância e juventude, foi lá que me graduei em Educação Física, na Universidade Federal. Sai de lá com 27 anos quando prestei concurso do Estado para ser professor e acabei parando aqui em Mirandópolis.

Como chegou em Mirandópolis?
Eu passei em 14º lugar no concurso, para não ter erro selecionei algumas cidades que gostaria de morar e esperei ser chamado achando que sobraria as cidades que tinha pesquisado. Me enganei, quando chegou minha vez todas já tinham sido escolhidas, daí lembro que fui escolher e uma mulher me deu uma luz e falou: escolha uma escola com bastante aula para não ficar pulando de escola em escola que isso vai consumir seu ganho com transporte. Daí apareceu Penápolis, mas era na escola agrícola e não recomendavam. Daí a outra opção que tinha bastante aula era uma cidade chamada Mirandópolis, que tinha 44 aulas em um único colégio (que era o CENE). Daí perguntei, alguém sabe onde fica? Uma mulher confirmou que era perto de Lins. Quando ela disse isso animei, porque conhecia Lins e teoricamente não era tão longe de São Carlos. Assim o destino me trouxe para cá.

E qual foi a primeira impressão?
Meu pai tinha uma Variant e me trouxe junto com um amigo (Antonio de Pádua Vieira) que também passou no concurso e escolheu Cananeia.  Ele só veio para me acompanhar. Lembro que quando chegamos em Lins meu pai perguntou no posto se estava longe, quando falaram que faltava mais de 200 km quase voltamos (risos). Vim casado e com uma filha recém-nascida, chegando já fiz amizade com Jorge Chain e professor Aristides (já falecido). Na época falei para a minha mulher, vamos ficar cinco anos por aqui e depois podemos tentar voltar para São Carlos onde poderei fazer mestrado e doutorado. Outro engano, me apaixonei pela cidade e estou aqui até hoje, onde não vou sair nunca mais.

Mas teve alguma proposta para sair?
Até recebi uma boa proposta da Citrosul, de Matão, pois eles queriam me levar para cuidar do esporte e da parte de recreação da empresa. Um amigo me indicou e o pessoal veio até Mirandópolis fazer uma proposta. Era algo sensacional financeiramente, cobrindo tudo que ganhava e ainda disponibilizava casa e carro. Estava quase aceitando quando chegou uma comissão de amigos de Mirandópolis falando que não poderia ir embora. Se não me engano tinha acabado de assumir como diretor e estava ajeitando o esporte. Lembro do saudoso Valter Sperandio nesse dia falando para não ir, assim como outros amigos, isso me balançou e acabei ficando (emocionado).

O que te marcou como professor e diretor?
Algo muito gratificante foi o Progesp (Projeto Geração Esportiva) que montei quando trabalhei na prefeitura. Selecionamos oito modalidades (futsal, vôlei, natação, basquete, futebol, lutas, entre outras) e colocamos uma cidade inteira para praticar esporte, foi algo que todos abraçaram. Nessa época não tinha esse ginásio de esporte coberto, daí a quadra vivia cheia de terra e nós passando pano para os alunos praticar vôlei e futsal. Sempre a quadra estava cheia, foi algo sensacional. Lembro da natação com mais de 200 crianças com o professor Marcio Guimarães. Infelizmente depois não deram seguimento, mas foi algo sensacional.

E o esporte na sua vida?
Sempre gostei de atletismo, inicialmente corria 100, 200 e 400 metros. Depois comecei a fazer musculação e fiquei pesado, daí parti para o arremesso de dardo e peso. Já o vôlei surgiu por acaso porque tinha muita impulsão vertical. Com isso um dia me chamaram para ser bloqueador, pois realmente não conseguia passar (recepcionar), mas na rede subia demais e com isso destacava. Depois como treinador disputamos por quatro anos o Campeonato Paulista. Só conseguimos essa vaga na federação porque um diretor viu a gente jogando nos Jogos Regionais (três vezes campeão) e Jogos Abertos, com isso deu isenção na inscrição de jogadores e outras ajudas, daí tornou-se viável. Um diferencial é que sempre incentiva meus jogadores a estudarem, praticamente todos fizeram Educação Física, consegui formar pessoas, isso que é o mais importante.