‘O mirandopolense é prestativo e colabora com as causas sociais’, comemora Roberto Gonçalves

‘O mirandopolense é prestativo e colabora com as causas sociais’, comemora Roberto Gonçalves

Conversamos com Roberto Gonçalves para conhecer melhor a trajetória desse mirandopolense que hoje atua voluntariamente como coordenador do Hospital de Amor de Barretos (HA) em Mirandópolis. Nascido no ano de 1953, cresceu em uma casa com oito irmãos onde o trabalho era prioridade. Aos seis anos conseguiu seu primeiro dinheiro sendo engraxate, daí aos nove iniciou como office boy no comércio Santa Gloria, depois ainda passou pela Casa Estrela e Pernambucanas. A parte social surgiu em sua vida na década de 70 e nunca mais parou. Roberto, que casou em 1979, tem três filhas e quatro netos. Confira abaixo o bate papo completo.

Nasceu em Mirandópolis?
Sim, sou filho de Mirandópolis, nasci em 1953 e cresci em uma casa com oito irmãos. A instrução dos meus pais não era tanto na parte da educação, mas sim para trabalhar. Fui engraxate com seis anos para ganhar uns trocados, era a lei da sobrevivência. Daí no dia 8 de dezembro de 1962 iniciei como office boy no Santa Glória, um comércio de secos e molhados, depois até fui vendedor. Em 1969 fui trabalhar na Casa Estrela, onde fiquei até 1971. Na sequência atuei na Pernambucanas como vendedor e ajudava com algumas questões na parte contábil. Em 1974 entrei no escritório, lembro que foi em julho, onde estou até hoje.

E a questão dos estudos?
Isso é uma coisa que prezo muito para minhas filhas e netos, a importância de estudar. Infelizmente precisei parar de estudar em alguns momentos da vida que fizeram com que retardasse um pouco o termino. Mas na época necessitava trabalhar, mas mesmo com muita dificuldade consegui fazer uma faculdade. Na questão da educação fiz Escola do Comércio, em 1963, daí depois parei e voltei. Em 1977 foi quando consegui concluir o curso de Técnico em Contabilidade. Em 1994 iniciei o curso de Direito, em Presidente Prudente, me formei em 1998, só que depois acabei não atuando como advogado.

E a parte social na sua vida?
Lembro da fundação da Apae quando Orlando Barbosa e Alcides Faleiros pediram para eu e o Chico Pim datilografar os editais. Ficávamos até de madrugada na máquina de escrever, bons tempos. Participei do primeiro leilão da APAE, em 1979. Naquela época participei efetivamente na parte contábil, ficava na retaguarda. Mas sempre que pude tentei colaborar com a Casa da Criança, Amai e outras instituições.

E quando começou na coordenação do Hospital de Amor de Barretos?
A história começou com Geraldo Delai e Silvio Zamboni. Em 2005 fomos em uma reunião em Barretos, daí o Henrique Prata, que é mantenedor do Hospital de Amor, perguntou pro Geraldo quem seria um bom coordenador pro nosso município, na hora ele me indicou e eu abracei a causa. Desde então sou coordenador do Hospital de Amor de Barretos (HA) em Mirandópolis. Hoje fazemos, com ajuda de muitos voluntariados, o Leilão de Gado, a Caminhada Passos que Salvam e o Jantar dos Amigos Solidários.

A Caminhada Passos que Salvam é um sucesso?
A ação tem o intuito de divulgar para a população os sinais e sintomas do câncer infanto-juvenil. A campanha é promovida simultaneamente em todo o país. A caminhada arrecada recursos com a venda de um kit com camiseta, boné e sacolinha.

Nunca participou diretamente da política local?
Oportunidades e convites não faltaram. Lembro que em 1976 o Takaki queria me lançar como vereador, mas não achava oportuno naquele momento. Nas últimas eleições até me convidaram, mas acabou não acontecendo e por isso acabei focando mais na parte social.

O povo de Mirandópolis é acolhedor?
Temos que elevar o agradecimento ao povo de Mirandópolis, não só para Barretos, mas por ajudar várias instituições. Tivemos recentemente a campanha do SESI, que contou com coordenação da Sandra Quintino de Oliveira, onde foram arrecadados mais de 11 mil quilos de arroz. Teve a campanha de tampinhas do Hélio Faria onde os alunos, em conjunto com pais e sociedade, juntaram mais de 400 mil tampinhas. Fico feliz de morar em uma cidade que o povo é prestativo. Aqui eles procuram fazer o bem, mesmo com tantas dificuldades e promoções que são realizadas pelas instituições, a população está ajudando de alguma maneira.