Superação: Betinho Marcos desafia limites no triatlon

Superação: Betinho Marcos desafia limites no triatlon

Ano após ano, as provas de triatlon de longa distância vêm ganhado, cada vez mais, um lugar de destaque entre seus praticantes e entusiastas. Um apaixonado pelo esporte é Gilberto dos Santos Marcos, mirandopolense de 47 anos que é médico oftalmologista, que descobriu no triatlon sua grande paixão.

“O esporte sempre esteve comigo, na infância praticava futebol, bicicross e natação até os 16 anos quando saí de Mirandópolis para estudar o colegial em São José do Rio Preto. Lá jogava apenas futebol, depois na faculdade, em Catanduva, comecei a jogar tênis”, recorda Betinho, como é conhecido na cidade.

Durante muitos anos seu esporte preferido foi o tênis, tanto quando morou em Bauru para fazer residência medica, assim como no tempo que esteve em Itapuí, chegando a participar de vários campeonatos e até tinha um treinador. “Gostava do tênis, mas o ideal nesse esporte é começar na infância devido ao alto nível de dificuldade. Em Mirandópolis jogava sempre na quadra da AABB com o Tog, Dr. Sunada, Dr. Alessandro Orsi, Rodrigo Riuytti e outros mais”, lembra Betinho.

O início no triátlon, que é um esporte que consiste em nadar, pedalar e correr, surgiu em 2017 porque o médio percebeu que precisava de algo mais intenso fisicamente para melhorar o rendimento, com isso começou a treinar corrida de rua e fez inscrição para disputar a Meia Maratona do Rio de Janeiro junto com sua esposa Priscila.

“Lembro que nessa época minha irmã Graziela fazia academia em casa com auxílio de uma personal. Falei que iria fazer a meia do Rio e ela deu uma zombadinha (risos). Fui lá e fiz”. Betinho comenta que depois já se inscreveu em várias corridas de rua até que um amigo ligou incentivando a iniciar no triatlon.

“O Marcelo Amoedo me ligou e incentivou a iniciar levando em conta que ele sabia que gostava de nadar e que tinha iniciado as corridas. Empolguei com o papo e logo em seguida já comprei uma bicicleta e comecei o tal do nada, pedala e corre”, disse o médico.

A primeira prova aconteceu na Copa Interior de Piracicaba, em novembro de 2017, onde percorreu 750 metros nadando, 20 km pedalando e 5 km de corrida. Betinho recorda que após terminar a prova ficou entusiasmado com o esporte e já colocou como desafio fazer o tradicional ironman 70.3, que é a prova que tem o maior circuito de meia distância no mundo porque consiste em 1.900 metros de natação, 90 km de bicicleta e 21 km de corrida.

“Na época já arrumei uma assessoria esportiva, que foi a Evolution de Castilho, onde o Leonardo comanda um fantástico esquema de planilhas para treinamentos. Lembro que antes fiz uma prova de natação de 2000 metros chamada Fuga das Ilhas, na Barra do Saí em dezembro de 2017, e fui muito bem”. Betinho manteve o forte ritmo de treino para disputar a prova alvo, o ironman em setembro de 2018 no Rio de Janeiro.

“Quando chegou o dia da competição fiz a natação em um mar agitado na Praia da Macumba, fiz o pedal de 90 km em um circuito muito legal, mas recordo que tinha bastante descida e subida, além de um pedaço de serra, para finalizar depois corri os 21 quilômetros em um sol muito quente. Finalizei e apaixonei”, disse Betinho.

O médico ressalta que o triatlon é uma disputa pessoal e psicológica com você mesmo, por isso é fundamental estar bem fisicamente e mentalmente para alcançar os resultados. Betinho disputa sempre na Categoria 45/49 anos, sendo que em 2019 trocou a assessoria esportiva pela Iron Coach, do professor Walter de Bauru, onde o foco foi fazer durante o ano as quatro principais provas da modalidade do Brasil: Florianópolis, Fortaleza, Rio de janeiro e São Paulo.

“Cada uma dessas provas tem suas particularidades no nível de dificuldades, seja o mar, a altimetria dos percursos e até o sol que judia demais em Fortaleza. Treinei forte e disputei essas quatro provas durante o ano passado e consegui fechar o ano em quarto lugar no ranking Brasil, somente nas provas realizadas no país. Além disso, fiquei em 147 lugar no mundo em uma disputa de mais de 29 mil atletas da categoria. Recebi um troféu em uma premiação da bandeira ironman mundial, foi algo sensacional”, finaliza Betinho.