Mineo e Noriko: dedicação no comércio e nas causas sociais

Mineo e Noriko: dedicação no comércio e nas causas sociais

Uma história de empenho no comércio e principalmente nas causas sociais em prol de ajudar a sociedade. Essa é a história que permeia a vida de Mineo Nakano e Noriko Miyashita Nakano, que encontraram na Casa Guarani, que foi fundada pelo tio de Mineo em 1947, o sustento para formar os três filhos. No social o trabalho é realizado em diversas instituições como forma de gratidão por tudo que a vida e o povo mirandopolense proporcionou. Confira abaixo a entrevista completa.

Quando chegou em Mirandópolis?
Mineo: Nasci em 1942 em Pereira Barreto, depois meus pais foram morar em Lorena e na sequência cheguei em Mirandópolis, isso em 1954. Vim para cá porque meu pai estava um pouco doente e em casa eram 11 filhos, com isso me mandaram para morar com meu tio que tinha a Casa Guarani. Cheguei com 12 anos para trabalhar no bazar. Ele precisava de um ajudante e já comecei a colocar a mão na massa. Assumimos a Casa Guarani em 1979 e o interessante que desde que chegamos nunca mais saímos dessa casa.

Acompanhou toda evolução de Mirandópolis?
Noriko: Somos mais mirandopolense do que qualquer outra cidade que já moramos. Quando chegamos aqui era tudo terra na rua Rafael Pereira. Lembro que quando chovia ficava um barro e tanto, era complicado. Bem antigamente o comércio funcionava mais forte aqui na Rafael. Na rua 9 de Julho até tinha comércio, mas lá começou a ficar mais forte depois, no início as coisas aconteciam por aqui. 

Sempre gostaram de ajudar socialmente?
Noriko: O Mineo sempre gostou de ajudar na parte de tesouraria, porque sempre teve facilidade na questão financeira. Mas depois com o tempo chegou a ser presidente do beisebol e do Nippo. No Rotary entramos há 25 anos, lembro muito das festas das nações. Naquele tempo não tinha buffet nos eventos como tem hoje, colocávamos a mão na massa para fazer comida para o pessoal. Na maçonaria entramos há mais de 10 anos. Gostamos de participar e colaborar de alguma forma. O mais importante é que conseguimos aprender participando dessas ações, seja ouvindo uma palestra ou no convívio com o pessoal, sempre evoluindo mentalmente.

Tem algo que destaca?
Mineo: O engraçado é que tudo começou porque fui ajudar meu tio no Nippo. Daí depois que casei fomos ajudar a escola japonesa, daí começamos a pegar gosto por ajudar o próximo e nunca mais paramos. Hoje também participamos do Pró-Vida, que tem um significado importante que abre a mente. O lema é por um mundo bem melhor, ou seja, é exatamente isso está faltando hoje na sociedade, amor ao próximo. O Pró-Vida já agraciou Apae e Amai de Mirandópolis, é um trabalho bem feito que gera bons ensinamentos. Pensamos o seguinte, os nossos filhos foram ajudados por tanta gente, então precisamos ajudar alguém de alguma forma. E é dessa maneira que conseguimos colaborar com o próximo.

Quantos filhos vocês têm?
Noriko: São três, mas não moram em Mirandópolis há cerca de 20 anos. Tem um dentista. Uma outra que formou em publicidade, mas foi pro lado da massagem. E uma filha que fez agronomia, só que agora está focada em um salão de cabeleleira.

Quanto tempo você faz massagem?
Noriko: Pra você ter uma ideia já ensinei pintura e bordado. Trabalhei cerca de uns 30 anos bordando na Milla, sempre gostei. O engraçado é que a massagem começou há uns 15 anos porque machuquei a mão bordando. Daí procurei uma massagem para ver se melhorava, deu certo, daí me empolguei e fui fazer cursos para começar a ajudar os outros. Comecei a fazer massagem e nunca mais parei.

Casa Guarani é o comércio mais tradicional da cidade?
Mineo: Meu tio começou o bazar em 1947, são mais de 70 anos de história, devemos muito ao povo mirandopolense, só temos agradecimento a população que sempre prestigiou nosso comércio. Lutamos e digo que vencemos porque conseguimos estudar os filhos, isso que é o importante. Com o fechamento do Bazar Americano, que ficamos muito triste, acredito que seja o mais tradicional.

Qual é a mensagem que gostaria de deixar?
Noriko: O que derrama ninguém aproveita, então depois que as coisas acontecem não adianta ficar apenas lamentando. É preciso colocar a mão na massa e ajudar o próximo. Par terminar quero novamente agradecer o povo mirandopolense que sempre colaborou com a gente. Conseguimos estudar nossos filhos com essa ajuda, por isso em troca procuramos ajudar Apae, Amai e Hospital do Amor. Obrigado.

Nos anos 70,:tradicional desfile de Mirandópolis ocorria em frente a Casa Guarani. Foto: Arquivo