Amai busca alternativas para superar dificuldades durante pandemia

Amai busca alternativas para superar dificuldades durante pandemia

As taxas de mortalidade do coronavírus aumentam de acordo com a idade. De 3,6% entre 60 e 69 anos, sobe para 14,8% entre infectados com mais de 80, indicam os dados de um estudo elaborado por especialistas da saúde. Em alerta diante da vulnerabilidade do principal grupo de risco da doença, as casas de repouso, passaram a adotar novas práticas de proteção a seus residentes.

Na Amai (Associação Mirandopolense de Assistência Aos Idosos), que atualmente está com 21 idosos, sendo a capacidade total de 36 pessoas, foram tomadas diversas medidas preventivas desde 16 de março por conta do covid-19.

“Quando começou a aumentar o alarde sobre o coronavírus já começamos os cuidados especiais. Inicialmente suspendemos as visitas, depois foi necessário parar com as atividades externas por tempo indeterminado. Além disso, tomamos todas as medidas preventivas com os funcionários, incluindo restrição de contato físico”, explica Jessica Letícia do Nascimento, psicóloga e coordenadora da Amai.

Cozinha; sala de descanso; igreja; e as funcionárias Lilian, Nathalia e Jessica

USO DA TECNOLOGIA

Com as visitas suspensas, os familiares e amigos dos residentes estão entrando em contato via telefone e principalmente usando a tecnologia, com vídeos online, para acompanhar a situação dos internos.

“Usamos a ferramenta de vídeo online para conseguir amenizar a saudade da família e principalmente dos idosos que sentem faltam desse contato”, comenta Lilian Gonçalves, Assistente Social da Amai.

Segundo a coordenadora Jessica, as funcionárias iniciam as 7 da manhã a verificação de sinais vitais, medicação, troca de fraldas e banho. Por volta das 8 horas é servida uma primeira alimentação, sendo que por volta das 11 horas é disponibilizado o almoço. Às 17 horas começa a servir a janta, sendo que até 20h normalmente estão dormindo.

“Desde que começou a pandemia ficou complicado porque normalmente recebíamos visitas de grupos de igrejas, escolas e de serviços como Rotary e Lions. Assim como a visita era liberada das 14h às 17 horas. Por conta disso tudo também não estamos realizando as atividades como artesanato, oficina de música e educação física”, lamenta Jessica.

DIFICULDADES FINANCEIRAS

Para Carlos Henrique Ferreira, presidente da Amai, toda essa situação dificultou bastante o trabalho que estava sendo realizado porque os voluntários não podem ir no local, assim como muitas doações também não estão chegando por conta da dificuldade financeira de uma forma geral. A Amai recebia com frequência diversos voluntários, como médicos, cabelereiros, barbeiros, entre outros que visitavam frequentemente

“Precisamos diariamente buscar alternativas para arrecadar verba para manter a Amai. A nossa próxima ação está sendo feita em conjunto com o Lions. Estamos vendendo por 15 Reais uma porção de arroz carreteiro que será no dia 17 de maio Os interessados podem procurar o pessoal do Lions ou a própria Amai que alinhamos a entrega”, define Carlinhos, como é conhecido.

Segundo a nutricionista Nathalia Rodrigues, alimentos como arroz e feijão não faltam, o que está sendo necessário é buscar doações de legumes e carnes. “Infelizmente com a pandemia algumas pessoas que doavam legumes com frequência não estão conseguindo entregar”, alerta Nathalia.

COMO AJUDAR?

A contribuição pode ser via deposito bancário (dados abaixo) ou entregando pessoalmente na Amai (Rua Gentil Moreira, 926). A direção reforça que produtos como fralda e de limpeza (água sanitária e álcool) é muito útil e necessário.

Banco do Brasil
Agência: 0448-0
Conta Corrente: 18381-4
Associação Mirandopolense de Assistência aos Idosos