CRÔNICA: Vamos ver se essa gripezinha é isso tudo

CRÔNICA: Vamos ver se essa gripezinha é isso tudo

A entrevista do nosso presidentíssimo Messias me lembrou muito um jogo que, acredito eu, ainda vive na memória de muitos de vocês, a final do Mundial entre Santos e Barcelona. Vários são os motivos que me fizeram recordar deste dia ímpar, tão felizes pra alguns e tão tristes para outros, assim como o positivo do teste de Messias.


Começarei por relembrar a célebre frase do lateral esquerdo Léo que, após conquistar o título da Libertadores e, aparentemente desconsiderar ou desconhecer o que vinha fazendo na Europa o Barcelona, hoje considerado uma das melhores equipes de todos os tempos, disse: “Vamos ver se eles são tudo isso”.

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Postura muito semelhante ao do nosso presidentíssimo que, aparentemente, desconsiderou ou desconhecia os efeitos que o vírus já causava na Europa bem antes de fugir do controle aqui e os métodos utilizados lá para conter o mesmo que, aparentemente, ele e seus seguidores também negligenciam.

Outra comparação interessante é que, assim como lateral Léo, emocionado com a conquista da Libertadores, disse algo no calor do momento, no frenesi da conquista, Messias aparenta, em cada entrevista que dá, falar com emoção, apenas, beirando uma irracionalidade que fazem com que alguns duvidem de sua sanidade.


Agora, pensemos que, por mais insana que tenha sido na época a fala de Léo, ele tinha emoções de sobra para falar o que falou, no momento exato em que falou. Já no caso do presidentíssimo e de todos os políticos e administradores públicos, isso não pode ser tolerado, ou, ainda pior, ser considerado normal.


Deixemos a emoção pro torcedor, pro futebol, que nos permite ser passional, fantasioso, clubista e insano duas vezes na semana, no máximo, para fugir de uma realidade que, para funcionar de maneira minimamente organizada, precisa ser pensada, burocrática, racional e chata.


Chegamos ao ponto de haver um clubismo maior na política que no Futebol, pois, felizes ou tristes com a derrota do Santos, santistas e não santistas viram, após 90 min, que realmente o Barcelona era tudo isso e muitos profissionais passaram a estudar o que era feito lá. Isso me leva a perguntar, o que mais é preciso acontecer pra vermos que o Covid é tudo isso e aprender algo com quem já o venceu?


Neste jogo do Covid contra o mundo, precisamos ser racionais, já que no placar até o momento estamos perdendo por 543.595 mortes

Por Lucas Rafael de Castro Bettone, Bacharel em Ciências do Esporte e Especialização em Futsal: Teoria e Metodologia do Treinamento