Família, comércio e velocidade, as paixões do Camata

Família, comércio e velocidade, as paixões do Camata

Conversamos com José Luiz Camata, o Camata da Duran, um empresário que nos últimos anos começou a praticar rally como hobby e se apaixonou pelo esporte. Pai da Mariana e Gabriela, Camata, que nasceu em 1959 em Mirandópolis, criou forte vínculo no comércio e também na parte social. Confira abaixo a entrevista completa.

Como foi sua infância?

Nasci em Mirandópolis, em 1959. Cresci com outros três irmãos, na época meu pai trabalhava de açougueiro e desde os sete anos já ajudava ele de alguma maneira. Lembro de acordar, tenho isso na memória, por volta das cinco da manhã pra ir no açougue. Ficava no período da manhã, daí a tarde estudava no Cene.

Nunca chegou a sair daqui?

Sai por três anos para estudar o colegial em Jaboticabal, nos anos de 76, 77 e 78. Daí em 1979 lembro que começou a funcionar a usina, foi quando o saudoso Mario Varela me convidou para trabalhar lá, onde fiquei até 1986. Trabalhava na parte agrícola e naquela época era totalmente diferente de hoje na questão de maquinários, então fiz de tudo um pouco, queimei cama, cuidei das turmas, depois passei para a parte técnica de plantio e tratos. Aprendi muita coisa nesse período, foi importante.

E a Duran?

Depois da usina ainda arrendei um pedaço de terra para plantar algodão e milho, fiquei cerca de dois anos, mas não deu muito certo. Ainda fiz algumas outras coisas e entre alguns negócios fiquei sócio da Duran, que foi por volta de 1990. O nosso primeiro prédio era na rua Rafael Pereira, 860. Depois de lá mudamos para a Avenida São Paulo, onde é hoje o Boi Gordo, sendo que só depois mudamos para esse prédio que estamos hoje.

Quais as dificuldades de empreender?

Não é fácil! Passamos por uma grande dificuldade financeira em 2005, que protelei até 2009, foi quando decidi acertar todas as pendências para mudar o rumo da empresa. Demoramos cerca de seis anos para resolver todos os problemas, mas em 2015 foi quando zeramos esses problemas e começamos a virar o jogo. Teve uma época que não tinha estoque para atender a demanda, colocava caixa vazia para parecer que estávamos com a loja cheia. Não tenho vergonha de dizer isso, porque da dificuldade que vem a superação. Devagar fomos ajeitando e conseguimos virar a chave para colher os bons frutos que estamos colhendo.

Você está ampliando a loja?

A ideia é focar na parte hidráulica e elétrica. Hoje tenho produtos nessas áreas, mas não tenho em grande quantidade, então estamos reformando para conseguir atender uma demanda que sabemos que existe. Além disso, a minha oficina está dentro da loja, o que causa um certo barulho interno que atrapalha. Queremos deixar um espaço separado só para a oficina, tenho certeza que vai ser melhor para todos. Sempre ressalto o seguinte. Não podemos nos acomodar, porque do mesmo jeito que você luta diariamente, tem alguém buscando seu espaço para abocanhar uma fatia do mercado. Acredito que tem espaço para todos, a concorrência é importante, mas busco investir na minha empresa porque o cliente merece.

Como surgiu o rally na sua vida?

Sempre fui muito amigo do Reinaldo Varella, que disputa provas de rally mundo afora. Ele tinha vários carros e um dia me chamou para ir em Barretos participar de uma prova. Fui com a minha família e apaixonei por esse esporte. Daí comprei um carro usado dele, depois comprei um novo, e participo como hobby e gosto bastante.

Qual o sentimento por Mirandópolis?

Gosto muito daqui e tudo que tenho é fruto de Mirandópolis. Não só na parte financeira, mas casei e tenho filhas que nasceram aqui. Existe um sentimento muito forte por Mirandópolis. Quando começo a recordar o passado lembro muito do cinema, dos finais de semana que aguardávamos ansiosamente para ir assistir um filme. Por alguns anos era a principal atração da cidade e uma diversão muito saudável. Amo demais essa cidade!

Camata na Duran