“Quero retribuir novamente o que Mirandópolis já me proporcionou de alegria”, ressalta Vagner Odorizzi

“Quero retribuir novamente o que Mirandópolis já me proporcionou de alegria”, ressalta Vagner Odorizzi

Conversamos com Vagner Tadeu Odorizzi, médico pediatra que nasceu em São Paulo e se formou no Rio de Janeiro. Sua história em Mirandópolis começou em 1979 depois de passar em concurso. Com dois filhos e três netos, por aqui ainda participou do Rotary e Lions, assim como teve uma passagem na política. Depois de cinco anos longe, agora está de volta trabalhando entre Marília e Mirandópolis, sendo que aqui quer atender a população por um preço especial para retribuir o que a cidade já proporcionou. Confira abaixo a entrevista completa.

Como foi sua infância?

Nasci em São Paulo, no bairro do Ipiranga, onde meus pais eram comerciantes, tinham açougue. Fui uma criança muito feliz, me diverti bastante. Fiquei na capital até o colegial, sendo que depois fiz faculdade no Rio de Janeiro, me formei em 1977. Já a residência médica de pediatria fiz em São Paulo.

Como surgiu Mirandópolis na sua vida?

Um colega de faculdade é de Andradina, Ronaldo Storti, e nessa amizade ele sempre falava do interior de São Paulo. O nosso plano inicialmente era ir para Três Lagoas, mas Mirandópolis chamou atenção porque existia o Hospital das Clínicas que era algo sensacional. Podemos dizer que era um braço do HC de São Paulo. Naquela época precisava me achar profissionalmente e aqui foi a melhor opção. Foi quando fiz um concurso para atuar no Centro de Saúde e quem me fez fazer a prova foi o Sergio Bonadio, devo isso a ele. Fiz para a coordenadoria da comunidade do posto e passei. Depois de um ano, mais ou menos, surgiu um outro concurso para o Hospital Estadual que exigia conhecimento especial em Pediatria, não era específico para a área porque naquela época era diferente, mas também passei. Assim começou minha história aqui em 1979.

E a Casa de Saúde?

Eram quatro donos na época. Dr. Yoshito, Dr. Roberto, Dr. Afonso e Dr. Pardo. Daí entramos eu e o Dr. Zé Elias, por volta de 1983. Naquela época dentro do Estado galgava os cargos por grades. Como médico passei a encarregado, depois assessor técnico de direção e por último diretor. Fui diretor do Hospital Geral de Mirandópolis, que na época era esse nome. Acredito que existia um jeito de trabalhar diferente, algo muito intimo entre população e profissionais. Não tínhamos um compromisso com o hospital de empregado, mas sim de profissional da área.

Quais outras boas recordações?

Fiz um trabalho muito especial dentro das penitenciárias, principalmente em Mirandópolis, onde chegamos a ter convite do Ministério da Saúde para fazer palestra em São Paulo sobre HIV. Fizemos um trabalho muito especial sobre o tema. Ainda iniciamos em Lavínia um trabalho, só que foi mais focado na parte administrativa, mas foi muito interessante também. Uma outra boa lembrança que tenho foi o período que teve residência médica aqui no hospital. Foi muito legal porque conseguimos marcar a vida de muitos médicos que inicialmente não queria vir pro interior, mas depois gostaram tanto da cidade que não queriam ir embora (risos).

Teve uma passagem pela política?

Nunca fui da política, essa é a verdade. Acabei sendo levado por alguns amigos e posso dizer que me aventurei. Dentro da minha casa vivia lideranças do PSDB, PMDB, PT e PTB. Na época não tinha pretensão alguma sair como candidato, mas houve uma confusão e o candidato dessa turma não iria mais, foi quando o Hamilton Rufo me chamou e falou que teríamos que entrar para não ter um único candidato, que na época era o Ikejiri. Só que de última hora entrou na disputa o Zé Antonio, com isso disputamos em três e o Zé foi eleito, isso em 2004. Foi uma única experiência e percebi que não era minha praia.

E a parte social?

Fui rotariano (Rotary) e leonino (Lions), assim como participei ativamente 23 anos da maçonaria. Essa participação da gente, digo eu e da Sônia, foi importante porque éramos jovens e acabamos sendo mais recompensados do que ajudamos. São coisas que não tem preço, conseguimos fazer boas ações durante um bom tempo.

Depois teve um período que saiu daqui?

Em 2014 fui para o Mato Grosso pescar e conversando com um pessoal acabei recebendo um convite para trabalhar por lá. Foram cinco anos maravilhosos que consegui crescer profissionalmente porque continuei me atualizando. Mas a vida é um ciclo e agora decidimos voltar.

Voltou para Mirandópolis?

Inicialmente vamos ficar entre Marília e Mirandópolis. Em Marília estou atendendo em um hospital que tem uma área que se chama Aconchego. É um hospital filantrópico com um preço popular, quero ajudar. Então normalmente fico lá de segunda a quinta, daí entre sexta a domingo ficarei por aqui. Com isso vou passar a atender em Mirandópolis conforme for surgindo as demandas, com um preço especial também, porque quero continuar retribuindo de alguma forma o que essa cidade já me proporcionou.