Artista mirandopolense provoca reflexões do cotidiano acerca da arte

Artista mirandopolense provoca reflexões do cotidiano acerca da arte

Discutir sobre arte não é algo comum, mas Cleber Ferreira acha fundamental porque acredita na relevância da arte na vida das pessoas. Afinal, ela está em todo lugar, faz parte da cultura e história, sendo que traduz o belo, o bem e o harmônico. Pensando nisso, o artista iniciou um projeto em sua rede social para provocar reflexões sobre diversos temas.

“Em tempos de pandemia fiquei pensando como que a arte está presente na vida das pessoas e como seria se não existisse. A arte faz parte da vida das pessoas desde os primórdios da humanidade, da pré-história à Idade contemporânea. Por isso é mais do que natural se ouvir falar nela, afinal, são vários os movimentos: a música, cinema, teatro, dança, literatura, pintura, artesanato, fotografia, arquitetura, design, enfim, inúmeras manifestações, mesmo assim, ainda sou questionado sobre o porquê ela é tão importante na vida das pessoas”, explica Cleber.

Ferreira acredita que pensar na arte somente como um quadro emoldurado exposto em um museu já não faz mais parte do cotidiano. Ele define que a arte é consumida em diversos momentos, as vezes sem darmos conta, mas está em nossas roupas, na casa, nas mobílias, no design do veículo preferido, no cuidar de um jardim, na culinária, são tantas as possibilidades que nem cabe enumerar por completo.

“De qualquer forma, é interessante ressaltar que ela nos dá um entendimento de mundo mais amplo, por isso, conhecer a arte que é praticada pela nossa sociedade, ou pelo grupo cultural a que pertencemos é fundamental para a construção de nossa identidade”, finaliza o artista.

QUEM É CLEBER FERREIRA
Cleber que nasceu em Mirandópolis atua artisticamente desde de sua adolescência e possui diversas participações em exposições coletivas e individuais que marcaram sua vida, além de muitas obras em acervos públicos e particulares. Formado em Artes Visuais pela FMU, em São Paulo, foi diretor de Cultura do Município de Mirandópolis e atualmente é professor de Arte, mantendo seu atelier, onde realiza encontros e oficinas artísticas.

MÚSICA

Tom Jobim, grande nome da música popular brasileira

A Música, que tem o poder de despertar sentimentos, favorecendo o equilíbrio mental e o bem-estar. Pode-se dizer que a linguagem musical é formada por diversos sons que se apresentam em espaços de tempo pré-determinados, formando assim o ritmo, a harmonia e a melodia.

DANÇA

Ana Maria Botafogo, bailarina brasileira de renome mundial

Uma das formas mais antigas de manifestação artística, tem origem na pré-história. As pessoas dançavam em rituais de celebração, agradecimento, cerimônias fúnebres e para pedir proteção. Ou seja, a dança tinha um caráter sagrado. Geralmente esse tipo de arte vem acompanhado da música, sendo quase sempre inseparáveis, entretanto é possível também expressar-se nessa linguagem sem que haja som.

PINTURA

Cândido Portinari, representante da pintura brasileira

Podemos definir pintura como a técnica de depositar pigmentos coloridos sobre uma superfície, gerando imagens figurativas ou abstratas. Sua história ao remonta o período pré-histórico, quando os seres humanos usavam as cavernas como suporte para seus desenhos realizados com pigmentos extraídos de óxidos minerais, ossos carbonizados, vegetais, carvão, sangue e gorduras de animais.

TEATRO

Zé Celso, fundador do Teatro Oficina em São Paulo

A manifestação teatral mais parecida com a que conhecemos hoje no Ocidente surgiu na Grécia Antiga, no século VI a.C, que mesclava temas sagrados e profanos e era feito em homenagem ao deus Dionísio, considerado o deus do vinho, das festas e da fertilidade. Hoje existem muitas maneiras e estilos de se fazer teatro, entre eles: musical, ópera, fantoches, teatro de sombras, drama, comédia, teatro de rua e palco.

CINEMA

Selton Mello e Matheus Nachtergaele em O Auto da Compadecida

Foram os irmãos Auguste e Louis Lumière que fizeram a primeira projeção cinematográfica ao público, em 1895, na França. O filme exibido tinha 40 segundos de duração e intitulou-se “A chegada do trem à estação de La Ciotat” ou “A saída dos operários da fábrica”. Conta-se que algumas pessoas inclusive correram assustadas para o fundo da sala de projeção, com medo da movimentação do trem.