CRÔNICA: Aqui jaz a esperança

CRÔNICA: Aqui jaz a esperança

A esperança é ligada, normalmente, a algo que está fora do nosso controle e não há nada mais doloroso que torcer pra alguém concretizar o meu desejo, depender de um terceiro que, provavelmente, nem se importa tanto assim quanto você acha.

Frases como, tenho fé que nos tornaremos pessoas melhores pós pandemia, tenho esperança de que os políticos nos salvem, esse ano o hexa vem… Conseguem sentir a tortura que é depender do outro, sem garantia alguma de nada?

Trago esse tema por um motivo, não será mais vantajoso o exercício da desesperança? Pensar que o outro não vai te ajudar em nada e ainda, se te ajudar, não será por você, mas porque, ao realizar um ato motivado exclusivamente por egoísmo, acabou, por acaso, te ajudando.

A gripe espanhola matou cerca de 40 milhões de pessoas e somente 20 anos após seu fim, teve início a Segunda Guerra Mundial. Atualmente, onde algumas pessoas aparentemente nem se importam com a pandemia no meio dela, ouso dizer que um ano após a vacina ninguém mais se lembre do Covid.

Situações de crise revelam a natureza humana no seu mais íntimo eu. A espécie faz de tudo para sobreviver, acima de tudo e de todos, quer seja caçando, ou estocando álcool gel. E, com isso, afirmo que, assim que sair a vacina, os “minions” serão os primeiros a tomar, sem nenhum pudor de jogar a já comprovada ineficaz cloroquina no lixo.

Já que a esperança é a última que morre tive que assassinar a minha. Dei cloroquina pra ela, disse que máscara é bobagem e que ela podia ir jogar bola. O final da história o título já conta.

Por Lucas Rafael de Castro Bettone, Bacharel em Ciências do Esporte e Especialização em Futsal: Teoria e Metodologia do Treinamento

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