Almir Marini confirma que não pensa em reeleição e destaca projetos, emendas e indicações realizadas como principais entregas para Mirandópolis

Almir Marini confirma que não pensa em reeleição e destaca projetos, emendas e indicações realizadas como principais entregas para Mirandópolis

Iniciamos uma série especial de entrevistas com os vereadores de Mirandópolis para fazer um balanço do trabalho realizado na câmara nesses quase quatro anos de mandato. O critério utilizado para escolha foi ordem alfabética, sendo assim o segundo entrevistado foi Almir Marini, que tem 46 anos e é filiado ao Partido Verde (PV).

Como avalia seu trabalho de vereança nesses quase quatro anos?
Muito satisfatório quando analiso que nos primeiros três anos apresentei nove projetos de decreto legislativo, dois projetos de leis, 48 requerimentos, 134 indicações e seis moções. Além desse trabalho que reflete o dia a dia do vereador na câmara, pude trazer para o nosso município, através de emendas parlamentares do ex-deputado Evandro Gussi, com intermediação do deputado Reinaldo Alguz, a importância de R$ 1,8 milhão junto com o Wellington Britto (PV). Desse total cerca de R$ 1,3 milhão está voltado para a área da saúde, que no momento está em fase de licitação para aquisição de veículos e aparelhos para UBS (Unidade Básica de Saúde). Além disso, R$ 250 mil foram destinados para a reforma da praça central e outros R$ 250 mil para a reforma da estação ferroviária.

Qual conquista acredita ter feito ao longo desses anos que contribuiu para o desenvolvimento da cidade?
Acredito que não há uma conquista especifica, mas o conjunto desse trabalho leva ao desenvolvimento do nosso município. O recurso adquirido é muito importante, mas digo que a contribuição é a somatória das indicações, que são as demandas dos munícipes, com os projetos e decretos que dão voz aos mirandopolenses. Sem esquecer das moções que valorizam as pessoas que de fato fazem diferença. É o conjunto, em especial quando acontece de forma coerente, que faz com que o município se desenvolva. Falando em coerência, aproveito para lembrar dos requerimentos, pois independentemente de quem esteja a frente do executivo, fiz o mesmo número, não diferenciando partidos ou pessoas. A busca pela unidade é fundamental para que o município se desenvolva, pois temos visto oposição desleal que não é construtiva, mas feita apenas para derrubar governos.

Fazendo uma autocrítica, o que ficou faltando fazer?
Diante de toda a intriga política que gera um desgaste tremendo e desnecessário dentro da câmara, assim como da insatisfação em alguns momentos, já que o vereador não pode fazer tudo que gostaria, sendo seu trabalho indicar, vale ressaltar que apenas 20% das minhas 134 indicações foram atendidas. Esse desgaste acabou me afastando um pouco do povo, preciso ser sincero e reconhecer que essa dificuldade acabou gerando um descontentamento já que não depende apenas de mim muitas das decisões tomadas. Explico, acabou me afastando porque não são decisões tomadas pensando na população, mas sim em ações políticas.

Como você analisa o trabalho dos seus colegas de bancada? Qual você destaca que te surpreendeu positivamente e qual te decepcionou?
Passamos por momentos delicados dentro da câmara e me decepcionei com alguns colegas porque teve gente que levou posições partidárias para o âmbito pessoal. Por essas razões que a nossa cidade ficou parada, isso não poderia ter acontecido e me causou uma certa decepção. Não vou citar nomes por respeito, mas o munícipe que acompanha o nosso trabalho vai saber quem não tem coerência em suas atitudes. Em contra partida me surpreendi positivamente com algumas pessoas que não deixaram se contagiar com questão partidária, como foi o caso do Yukio Abe, que se mostrou muito honesto em sua ideologia. Além disso, não posso esquecer de destacar positivamente o vereador Wellington Britto, que está na frente da presidência da câmara e vem realizando um excelente trabalho em prol de Mirandópolis.

Você passou por um momento delicado que foi quando recebeu críticas e xingamentos de um munícipe. Quanto delicado foi esse momento e como superou?
Crítica é algo natural e aceitável, como pessoa pública sabia da possibilidade e aceito tranquilamente. Agora, xingamento é algo que atinge a pessoa e não o vereador, isso não pode acontecer. Acredito que Deus pode mostrar o bem de uma situação por mais crítica que pareça. Situações que não tem saída encontramos um caminho positivo. Tenho amigos em comum com o munícipe que me atacou, eles intercederam e isso acabou levando a uma atitude surpreendente dele me pedir desculpas, se retratando publicamente. Errar é natural do ser humano, mas reconhecer o erro é algo nobre, isso me chamou atenção e não sobrou resquício de magoa ou rancor. A melhor forma de superar algo negativo é o perdão, então isso me tranquilizou e faz parte do passado qualquer ressentimento.

Qual a importância de uma boa relação entre legislativo e executivo para andamento dos trabalhos na câmara?
Uma relação com diplomacia, se assim posso dizer, é fundamental para sobrevivência de qualquer instituição. O relacionamento não pode ser confundido com acordos obscuros ou esquemas ilícitos com favoritismos. Para um bom relacionamento sem dúvida é necessário abrir mão dos problemas pessoais, isso em nome do município. É necessário compreensão de que é preciso aplaudir e apoiar as boas ideias, e claro, criticar de forma construtiva o que não achamos bom. Lembrando, que a melhor forma de se dar isso é o diálogo, sem paixões partidárias. Nesse meu mandato tive a confirmação que a boa relação é fundamental para a cidade, sem isso complica muito.

Pensa em reeleição?
Não penso! Vou explicar, é que desde dezembro estou na presidência do Partido Verde em Mirandópolis e venho trabalhando firmemente nos últimos meses para fortalecer o grupo. O objetivo do PV é formar uma chapa completa e de qualidade para disputa das eleições. Nesse momento estou totalmente focado em fortalecer o partido e as pessoas que fazem parte desse projeto, sendo assim não colocarei meu nome na disputa por uma cadeira na câmara municipal porque acredito que não estarei me dedicando o tanto que a cidade precisa.

ESPECIAL VEREADORES
Confira aqui a entrevista do Afonso Carlos Zuin