Moradores sofrem com constantes queimadas nesta época do ano

Moradores sofrem com constantes queimadas nesta época do ano

A população de Mirandópolis vem sofrendo com as constantes queimadas que estão sendo registradas no município no último mês, em consequência do tempo seco que atinge a região. Muitas vezes ocorrem na região rural, mas em diversas ocasiões é na área urbana que as pessoas queimam folhas secas e matos em terrenos vazios. Esse ano foram emitidas 42 autuações pelo Departamento de Meio Ambiente, sendo sete delas em flagrante.

Segundo Renato Gonfiantini, diretor do departamento de Meio Ambiente, a proibição de queimadas em lotes no Município possui legislação específica proibindo sob quaisquer circunstâncias o uso de fogo em toda área urbana seja para limpeza de terrenos ou incineração de lixo, cabendo ao Departamento de Meio Ambiente e a Vigilância Sanitária a atividade de fiscalização.

“Durante o inverno os efeitos adversos das queimadas são potencializados, pois é neste período marcado pela falta de chuvas, pela baixa umidade relativa do ar e pelas altas temperaturas, que contribuem para focos de incêndios. O que é considerado um grave crime ambiental, já que podem causar sérios prejuízos à fauna e à flora, reduzindo a cobertura vegetal, diminuindo a fertilidade do solo e comprometendo a qualidade do ar e, consequentemente, a saúde humana, provocando vários tipos de doenças, principalmente respiratórias”, explica Gonfiantini.

O diretor revela que conta com a ajuda do batalhão da Polícia Militar para propagar informações importantes sobre o tema através da iniciativa do Vizinhança Solidária, visto que a frequência de denúncias por parte da população ainda é considerada baixa.

“Este ano foram tivemos sete autuações em flagrante que neste caso geram multas de 348 reais (100 UFIRMs) ao infrator. Para coibir esta contravenção peço a ajuda de toda população para que evite, combate e denuncie as queimadas que são prejudiciais tanto a nossa saúde como ao meio ambiente”, reforça Renato, que completa que a parte de autuação em área rural compete a Polícia Ambiental, já em caso da queima de cana compete a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), pois se trata de uma atividade potencialmente poluidora passível de licenciamento ambiental.

Departamento do Meio Ambiente conta com a ajuda do programa Vizinhança Solidária

PEDIDOS DE EMERGÊNCIA

O diretor do Saaem (Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Mirandópolis), Caio Henares, revela que do último dia 20 de julho até 18 de agosto foram 11 pedidos de emergência para incêndios, tanto dentro da cidade como em bairros rurais.

“As proporções variam desde a um pequeno pasto, como casas, grandes áreas, bambuzais e extensas áreas de sítios e plantações de cana. Em áreas maiores e em locais de plantações, as usinas normalmente dão apoio com seus próprios caminhões pipa e motoniveladoras, protegendo suas áreas de cultivo”, confirma Henares.

Tanto a prefeitura como o Saaem realizam o apoio em todas as áreas do município, de forma a abranger e atender o quanto antes os chamados de incêndio. O diretor do Saaem orienta que em tempos de seca, como estamos passando nesse período, que as pessoas tomem cuidado e evitem limpeza de terrenos com fogo, além de bitucas de cigarro e outros materiais que podem dar início a queimada.

SUFOCO NO AMANDABA

A mirandopolense Ana Caldatto relatou ao jornal que no dia 12 de agosto o sítio da família, na região do Catumbi, no Amandaba, teve grande parte da pastagem queimada. “Queimou bastante da nossa propriedade, mas teve outros dois sítios do lado que também foram atingidos, sendo que em um quase pegou a casa. Além disso, estou preocupada porque queimou muitos dormentes da linha do trem e pegou um trecho que eles chamam de curva da morte, onde o trem vai precisar passar bem devagar para não ter perigo de tombar”, ressalta Ana.

Atendimento de combate ao fogo
– Saaem (24 horas): 3701-5538
– Almoxarifado (24 horas): 3701-6006
– Corpo de Bombeiros: 193

Denúncia contra queimadas irregulares em área urbana
– Departamento de Meio Ambiente: 3701-4455
– Vigilância Sanitária: 3701-6100

Denúncia contra queimadas irregulares em área rural
– Polícia Militar Ambiental: 0800 0555 190