’O trabalho social me ajudou a valorizar as coisas simples da vida a que não dava tanto valor’, comenta Carlos Ferreira

’O trabalho social me ajudou a valorizar as coisas simples da vida a que não dava tanto valor’, comenta Carlos Ferreira

Conversamos com Carlos Henrique Ferreira, presidente da Amai (Associação Mirandopolense de Assistência aos Idosos), que nasceu em Mirandópolis em 1983. Carlinhos, como é conhecido, iniciou sua colaboração nas causas sociais pelo Lions, em 2014, sendo que depois foi convidado para integrar a diretoria da Amai e há um ano assumiu a presidência da associação. Confira abaixo a entrevista completa.

Nasceu e cresceu em Mirandópolis?
Isso, nasci em Mirandópolis e podemos dizer que cresci no sítio junto com pai, mãe e um irmão. Passamos um tempo na Mimosa e depois no Km 42, plantávamos cebola e café. Já os estudos foram sempre aqui na cidade – Ebe Aurora, Noêmia, Hélio Faria, Edgar e Sesi. Viemos morar em Mirandópolis mesmo em 1999, daí trabalhei no Mercado Castelinho, Arapongas, Zuim Gás e Neno Pneus. Depois montei a oficina, em 2008.

Sempre gostou de ajudar na parte social?
Fui convidado pelo Afonsinho, veterinário, para ir conhecer o Lions e participar de um boi no rolete. Foi quando surgiu o convite para entrar no Lions, em 2014, mais ou menos, daí valorizei ainda mais o trabalho social que já tinha como proposito ter mais contato. Fiquei dois anos como presidente do Lions.

Como surgiu o convite da Amai?
Há cerca de cinco anos atrás o Guilherme Magro me convidou para fazer parte da diretoria, foi quando iniciei a minha contribuição lá. Fiquei dois anos com ele e depois ajudei o Tião Canatto também como parte da diretoria, foram quatro anos no total trabalhando com eles. Até que em outubro de 2019 assumi a presidência, um desafio importante porque você passa a liderar algumas questões que como parte da diretoria não toma tanta a frente. Estou feliz porque venho conseguindo entregar o que o povo espera.

Como está estruturada a Amai? Funcionários, serviços e idosos
Pegamos a Amai com 19 idosos, hoje estamos com 25 pessoas sendo assistidas. São 15 funcionários que prestam os diferentes serviços como fisioterapia, enfermeira 24 horas, aulas de dança, nutricionista, entre outros. Daí temos também os voluntários que vão cortar cabelo, outro que ajuda no corte da barba, e vamos levando. Normalmente as funcionárias iniciam as 7 da manhã a verificação de sinais vitais, medicação, troca de fraldas e banho. Por volta das 8 horas é servida uma primeira alimentação, sendo que por volta das 11 horas é disponibilizado o almoço. Às 17 horas começa a servir a janta, sendo que até 20h normalmente estão dormindo.

A pandemia atrapalhou muito?
Iniciamos todas as medidas preventivas em 16 de março por conta do covid-19. Quando começou a aumentar o alarde sobre o coronavírus já começamos os cuidados especiais. Primeiro suspendemos as visitas, depois foi necessário parar com as atividades externas por tempo indeterminado. Além disso, tomamos todas as medidas preventivas com os funcionários, incluindo restrição de contato físico. É um grupo de risco que não podemos bobear nessa situação que estamos vivendo.

A subvenção da prefeitura cobre todos os gastos?
Hoje recebemos na média R$ 30 mil por mês, mas nossas despesas estão na faixa de 45 mil reais por mês. O que mais sofremos na Amai é na parte financeira, mas a população mirandopolense colabora demais e conseguimos sempre suprir essa questão com as campanhas e ajuda financeira que muitos ainda colaboram.

Final do mês tem uma ação?
Sim, no dia 25 de outubro vamos fazer um Arroz Carreteiro, contamos com a colaboração da população, sem dúvida.

Como as pessoas podem ajudar?
A contribuição pode ser via deposito bancário (dados abaixo) ou entregando pessoalmente na Amai (Rua Gentil Moreira, 926). Vale lembrar que utilizamos muito produtos como fralda e de limpeza (água sanitária e álcool), caso alguém possa doar será muito útil e necessário.

  • Banco do Brasil
    Agência: 0448-0
    C/C: 18381-4
    Associação Mirandopolense de Assistência aos Idosos