Após 43 anos de vida pública, Dr. Silvio anuncia aposentadoria como delegado

Após 43 anos de vida pública, Dr. Silvio anuncia aposentadoria como delegado

Uma trajetória de muito trabalho e sucesso, assim podemos definir a carreira de Dr. Silvio Marinho Gimenes, 60 anos, que anuncia sua aposentadoria como delegado de polícia. Filho de Dirceu Gimenes e Maria Izabel Marinho, ele é casado com Rose Terezinha e tem dois filhos.

Seu primeiro emprego foi na Prefeitura de Andradina, no setor de cadastro e no departamento jurídico, onde iniciou suas atividades em 1977. No ano de 1994 foi aprovado no concurso público de Delegado da Polícia do Estado de São Paulo, trabalhado na capital paulista, em Pirassununga, Andradina, Nova Independência e Guaraçaí.

Em 2002, foi designado como Delegado de Polícia Diretor da 120 CIRETRAN e Delegado de Polícia Assistente de Mirandópolis, juntamente com Dr. Jenner Vieira de Faria e demais policiais civis. Foram mais de 43 anos de serviço público, dos quais 27 como Delegado de Polícia, sendo 19 anos prestados em Mirandópolis com zelo, dedicação e carinho.

Gimenes relembrou alguns pontos da sua trajetória de vida e da carreira profissional, confira abaixo os principais trechos.

TRAJETÓRIA PROFISSIONAL

“Nasci em Andradina. Fui oficial de justiça, trabalhei no Poder Judiciário por lá até 1994. Antes disso me formei em Direito em 1981, na Instituição Toledo de Ensino. Depois ingressei na carreira da polícia civil, como delegado de polícia, isso há 26 anos. Fui oficial de justiça e cartorário durante 17 anos. Estava com mais de 43 anos de serviço público. Vale lembrar que quando me tornei delegado fui a São Paulo, em meados de 1995. De lá, fui para Pirassununga como delegado titular e depois retornei a Andradina na sede da seccional. Fui delegado titular em Nova Independência em 1996. No fim do ano fui para Guaraçaí. Foi quando comecei a me apaixonar pela região. Fui titular também em Guaraçaí e depois vim para Mirandópolis em 2002.

ESCOLHA DA PROFISSÃO

A polícia civil é uma instituição que tenta defender a sociedade de todos os males. Uma das coisas que me fez partir para essa profissão foi justamente esse interesse. O delegado de polícia é o primeiro analisador do Direito. Então, a situação fática chega para ele e é ele que vai decidir, muitas vezes, se faz uma prisão ou não e até mesmo uma situação social, que você pode dar um deslinde, que não seja de ordem penal, criminal, você consegue resolver e dar uma satisfação a ambas as partes e para a sociedade, ou seja, fazer com que o crime não ocorra. Trabalho de prevenção. O interessante é que uma coisa mal resolvida pode delinear uma ação criminal, um homicídio, uma desavença. E a própria investigação em si é apaixonante. Ocorre o fato, nos é trazido a notícia e nós fazemos o serviço da polícia judiciária, que é a investigação propriamente dita, abre-se o inquérito policial para apuração e após conclusão encaminha-se ao Poder Judiciário e o Ministério Público avalia se oferta ou não a denúncia contra determinado cidadão que cometeu algum ilícito penal. Redunda com o julgamento final pela Justiça.

DESAFIOS ENFRENTADOS

São inúmeros os desafios. Mas os esclarecimentos dos crimes são os maiores. É um desafio e uma ansiedade que a gente vivencia. Infelizmente, o governo descuidou da polícia civil. Haja vista que quando cheguei em Mirandópolis havia 31 funcionários, quando sai eram cerca de 13 e alguns não ficam lá, pois são designados para a cadeia pública de Ilha Solteira. Um grande desafio é poder prestar o serviço à comunidade com a mesma eficiência como antes. De 2002 para cá a população aumentou, os presídios aumentaram e, infelizmente, a criminalidade também aumentou, assim como os tipos de crimes. A própria modernidade, com a internet, faz com que as coisas evoluam de tal maneira. Falta recurso humano. O maior desafio nosso hoje é conquistar o maior número de policiais aqui para concluir as investigações. Apesar de que os crimes de maior repercussão de nossa cidade e região, quase todos, se não a totalidade, foram esclarecidos.

VIOLÊNCIA EM MIRANDÓPOLIS

Em termos de violência, eu quero crer que Mirandópolis não seja uma cidade violenta. Haja vista o que temos de crimes em nossa região como Pereira Barreto, Ilha Solteira, Castilho e Andradina têm muitos crimes de maior gravidade. Ocorre, infelizmente, alguns crimes graves por aqui também. Considero que não temos muitos crimes consideráveis graves, tendo em vista que temos três penitenciárias (duas regime fechado e uma regime aberto), três em Lavínia, duas em Valparaíso. Ou seja, não há crimes de maior brutalidade, de violência propriamente dito.

TRABALHO VOLUNTARIO

Já atuei de forma voluntária em diversas instituições. Fui presidente de Loja Maçônica em Guaraçaí entre 2009 e 2010; estive à frente da Casa da Criança da mesma cidade entre 2001 e 2002; presidi a Loja Maçônica em Lavínia por quatro anos; fui presidente do asilo laviniense entre 2009 e 2012; atuei como diretor de hospital por quatro anos em Guaraçaí; fui diretor da APAE de Andradina entre 1992 e 1994; diretor do Andradina Tênis Clube (ATC) por 10 anos e contribuiu voluntariamente à APAE de Mirandópolis.”