Fevereiro Roxo, mês de alerta e conscientização sobre alzheimer, fibromialgia e lúpus

Fevereiro Roxo, mês de alerta e conscientização sobre alzheimer, fibromialgia e lúpus

Fevereiro é mês de ampliar o alerta sobre alzheimer, fibromialgia e lúpus. Essas três doenças são de difícil controle e afetam em muito o bem-estar das pessoas. O ‘Fevereiro Roxo’ reforça a importância do diagnóstico precoce para se conseguir oferecer melhor qualidade de vida aos pacientes. Saiba mais sobre as principais características de cada doença.

Em fases mais avançadas, o paciente com alzheimer costuma repetir várias vezes a mesma pergunta, esquecer de acontecimentos recentes e trajetos frequentes, como o caminho de volta para casa. Por essa razão, é importante o acompanhamento integral de um cuidador, enfermeiro ou membro da família que esteja apto a prestar o apoio necessário.

Já o lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune, ou seja, ocorre quando o próprio sistema imunológico de uma pessoa passa a atacar órgãos e tecidos do corpo (como se eles fossem invasores externos). Pouco se sabe sobre a origem das doenças autoimunes. Elas são crônicas, porém o tratamento adequado é indispensável para mantê-las sob controle e reduzir os sintomas — que podem ser extremamente dolorosos.

Um outro alerta é sobre a fibromialgia, uma doença reumatológica que atinge cerca de 3% da população brasileira, especialmente as mulheres. Fadiga e alterações de sono, memória e humor são seus principais sintomas.

“Viver com fibromialgia é extremamente desafiador e completamente exaustivo. Tenho passado por momentos em que acho que não vou aguentar, saindo de casa todos os dias como se estivesse saindo para a guerra: armada, rígida, preocupada e sem saber se volto viva – metaforicamente falando – apesar de às vezes a sensação ser de quase morte. Aos poucos estou encontrando meu caminho e aprendendo a conviver com a síndrome”, conta a mirandopolense Fernanda Carrara, que atualmente mora em Aracaju.

Fernanda ressalta que a fibromialgia é uma síndrome clínica. “Tem uma apresentação heterogênea; não é progressiva e os sintomas podem ser controlados com a participação ativa do autocuidado. Sigo no foco e concentração na melhoria das minhas atividades funcionais, em busca da na minha qualidade de vida e redução da dor crônica generalizada”, completa.