‘Você é a média das dez pessoas com quem convive, procure estar próximo de quem pensa positivo’, aconselha Celso Minomi

‘Você é a média das dez pessoas com quem convive, procure estar próximo de quem pensa positivo’, aconselha Celso Minomi

Conversamos com Celso Kazuo Minomi, 56 anos, que atuou por mais de 20 anos como odontologista, até que precisou parar o atendimento após um problema de saúde. Sem poder clinicar, o dentista viu a necessidade de se reinventar na profissão, ou seja, da adversidade nasce a GOU Odonto, uma rede de clínicas odontológicas especializada em tratamentos ortodônticos que possui mais de 140 clínicas espalhadas pelo Brasil. Confira abaixo a entrevista completa.

Nasceu aonde?

Em Mirandópolis, mas minha família é toda de Guaraçaí, meus pais vieram para cá recém-casados. Estudei no Edgar e no Noêmia, fui fazer o colegial em Araçatuba e depois fiz Odontologia em Lins. Depois de formado fiquei quatro anos em São Paulo, foi lá que tive um momento de reflexão, com o nascimento da Fernanda, foi quando decidi que queria morar no interior para criar os meus filhos, então vim para Mirandópolis, em 1992.

Montou consultório?

Em São Paulo fazia atendimento normal em consultório e quando vim decidi fazer só ortodontia, fiz a especialização em Araçatuba e comecei a clínica aqui. Depois, em função de um problema de saúde tive que parar de atender, com isso gerou uma grande expectativa sobre o que iria fazer. Foi nesse momento de adversidade que se coloca as coisas em prova. Percebi que tinha vocação muito bacana de relacionamento. Isso favoreceu muito na área comercial da clínica, que era uma coisa que não conhecia e comecei a investir na parte de relacionamento com os clientes. Pude ver que os consultórios, quando nos formamos em odontologia a gente aprende a parte técnico científica do negócio, mas a faculdade não ensina gestão, área comercial e nada que se fala de empreendedorismo.

Pode falar da GOU?

Através de um encontro de amigos fui apresentado ao Bruno Magalhães, que fez Comércio Exterior e hoje é meu sócio, meu amigo e meu irmão. A sede da GOU, uma rede de clínicas odontológicas especializadas em tratamentos ortodônticos, está em Uberlândia porque está no centro do Brasil, o que facilita muito a logística. A grande maioria das nossas clínicas, as 50 primeiras foram todas em volta de Mirandópolis, porque elas viram o exemplo daqui e foram expandindo. Estamos com 142 clínicas, graças a Deus um sucesso.

E os negócios na pandemia?

Hoje não participo ativamente como nos últimos anos, durante a pandemia decidi que ia viver mais, porque só encontrava a minha família nos finais de semana. Ia para o escritório em Uberlândia, mas também acompanhava a área comercial daqui e de Araçatuba, então as vezes estava na região de São Paulo, ficava em aeroporto, comprava umas roupas, deixava para lavar e era uma loucura a minha vida, durante uns 10 anos. Acordava e não sabia em qual cidade eu estava, Rio e São Paulo parecia ficar tudo perto.

Importância da família?

Tenho três filhas, mas por enquanto só tenho um neto. Ser avô é outra história, pois quando é pai você tem muito pouco tempo com os filhos. Agora que vou fazer 57 anos tenho todo o tempo do mundo, quando o meu neto vem para cá é dedicação e foco nele. Não é dar presente, é educar.

Quais as lembranças de Mirandópolis?

Pensa em um cara que gosta dessa cidade, sou eu! Quando as pessoas perguntam onde moro eu falo com muito orgulho Mirandópolis. A minha melhor fase foi a infância em Mirandópolis. Já estou com quase 60 anos e as vezes a gente acha que sabe tudo, mas não. Humildade é você estar sempre aprendendo e ouvindo, por que dessa forma você vai se relacionar muito mais fácil e o relacionamento te traz aberturas para novos negócios e aberturas para você performar melhor. Hoje sou feliz, me sinto feliz! Sempre procurei fazer o bem e vou continuar procurando fazer o bem. Você é a média das dez pessoas com quem convive, então procure estar próximo de quem pensa positivamente.