Eduardo Frazilli Pascoal tem no futebol uma paixão que vem de família

Eduardo Frazilli Pascoal tem no futebol uma paixão que vem de família

‘Crescer assistindo futebol com o meu pai e o meu avô foi fundamental para que me apaixonasse pela modalidade’. A frase é de Eduardo Henrique Frazilli Pascoal, de 32 anos, graduado em Educação Física com especialização em Bioquímica, Fisiologia, Treinamento e Nutrição Esportiva. Filho de Claudio e neto de Euridice, o mirandopolense já trabalhou no Desportivo Brasil, Figueirense, Corinthians e Marília.

“Comecei a jogar futebol na escola, com uns 10 anos, na quadra do Anita Gamo e depois no estádio municipal Alcino Nogueira de Sylos. Nessa época participei de campeonatos regionais, interescolares e municipais. Lembro que disputei Liga de Dracena e Copa Mercosul, foi uma adolescência envolvida com o futebol”, lembra Eduardo.

Em 2007, o mirandopolense foi fazer faculdade de Educação Física na Unicamp, sendo que fez na sequência uma pós-graduação e um mestrado em Biodinâmica do Movimento e Esporte, também pela faculdade de Educação Física da Unicamp, na linha de pesquisa ciência do treinamento desportivo.

“Decidi pelo curso em 2006, pois sempre fui apaixonado por futebol e sonhava em ser jogador, mas não consegui. Cheguei a fazer um teste no PSTC, que é uma filial do Atlético Paranaense em Londrina, mas não passei. Depois fiz um teste no Londrina com outros 400 atletas. Fiquei entre os 25 na peneira, mas no final eles escolheram 20 e fiquei de fora. Com isso fiquei frustrado e decidi que se eu não conseguisse ser jogador, iria trabalhar com futebol, foi quando comecei a me dedicar e estudar. A princípio tinha a ideia de ser treinador, mas a graduação me abriu outras portas e acabei entrando no futebol como fisiologista e preparador físico”, conta Pascoal.

Eduardo no Marília

PAIXÃO DA FAMÍLIA

Eduardo Pascoal lembra com muito carinho do avô e também do pai nas transmissões dos jogos de futsal do Clube Atlético de Mirandópolis (CAM), quando eles viajavam pelo estado de São Paulo acompanhando as disputas das séries prata, bronze e ouro do Campeonato Paulista.

“Depois de um tempo o meu pai e meu tio Luiz, filho do meu avô Euridice assumiram as transmissões dos jogos, porque meu avô já estava cansado. Além de tudo, o meu outro tio, Emerson Frazilli jogava no CAM, então a minha origem sempre foi muito próxima do futebol. Cresci vendo meu pai narrar jogos, a gente ficava escutando e também ia até o ginásio. Meu pai como muitos sabem era são paulino, também assistia jogos com ele. Crescer com o futebol foi fundamental para que aprendesse a gostar dessa modalidade”, relata Eduardo.

Guilherme Alves (treinador) e Eduardo Pascoal

EXPERIÊNCIA NO FUTEBOL

Apesar de jovem, sua primeira experiência profissional no futebol foi em 2013, no Desportivo Brasil, onde atuou como Auxiliar de Fisiologista. Em 2014, fez dupla função no clube, trabalhando como preparador físico e fisiologista do sub 17. Em 2018, se desligou do time e foi para o Figueirense, onde trabalhou de março a setembro como fisiologista da base, momento que recebeu uma proposta do Corinthians, onde esteve até novembro de 2019.

“Meu último clube foi o Marília, cheguei lá em março de 2020, mas só fiquei 10 dias, porque veio a pandemia e o campeonato parou, então retornei em agosto e fiquei até outubro. Com o falecimento do meu pai optei por retornar para Mirandópolis, fiquei dois meses e depois voltei, eles me abriram as portas novamente e disputei a série A3 do Paulista e a Copa do Brasil”, recorda.

O educador físico conta que essa experiência com jogadores profissionais foi muito importante para sua carreira, pois antes tinha trabalhado diretamente com atletas jovens, de categorias de base. “Precisava disputar um campeonato profissional, aprender a lidar com atletas mais velhos, pensar na preparação física, vivenciar as rotinas de jogos, protocolos, alimentação e aprender como aborda-los”.

Há quase dois meses em Mirandópolis, após o termino do contrato com o clube, o mirandopolense quer aproveitar esse período para descansar, já que o futebol exige muito. “Acabamos ficando sem tempo para os amigos, família e para nós mesmos, então optei por ficar esse tempo ao lado da minha mãe, que também estava sofrendo a perda consecutiva do meu pai e do meu avô. Agora é hora de pensar, respirar, estudar e trabalhar de alguma forma o autoconhecimento. Por enquanto estou sem nenhuma proposta oficial, já tive algumas sondagens, mas nada de concreto que valesse a pena”, finaliza Eduardo.