‘São mais de 20 anos de Rocath e hoje temos a responsabilidade de empregar 38 funcionários’, explica Tico

‘São mais de 20 anos de Rocath e hoje temos a responsabilidade de empregar 38 funcionários’, explica Tico

Conversamos com Osvaldo Ferres, conhecido popularmente pelo apelido de Tico, que nasceu em 1954 em Tanabi. Em Mirandópolis chegou para morar em 1990, quando decidiu montar a Padaria Lucena, que ficou por mais de 10 anos instalada no bairro São Lourenço. Em 2001 empreendeu com a fábrica Rocath, onde trabalha até hoje com o apoio dos filhos. Confira abaixo a entrevista completa.

Nasceu e cresceu aonde?

Nasci em 1954 em Tanabi, próximo de São José do Rio Preto, mas quando tinha doze anos fomos para São Paulo. Meu pai trabalhava com construção civil, era pedreiro. Em São Paulo comecei a trabalhar com 13 anos, em um mercado de bairro. Depois fui ser office boy, precisava trabalhar para ajudar no sustento da família. Nessa empresa, que era uma financeira, cheguei a ser supervisor de crédito, pois entrei em 1972 e saí só em 1990. Tínhamos 2500 funcionários, era uma empresa muito grande que tive a honra de ser amigo do dono e de ter feito toda uma trajetória dentro da companhia.

Como vem parar em Mirandópolis?

Conheci a minha esposa nessa empresa que trabalhava. Começamos a namorar em 1975 e em 1980 casamos. Ela tinha família aqui em Mirandópolis e também em Lavínia, então já tínhamos vindo algumas vezes aqui, mas quando saio da empresa, em 1990, a gente vem passear em Mirandópolis e o meu cunhado, o Diógenes Orsi, comenta de abrir uma padaria no bairro São Lourenço, pois era uma bairro em crescimento e com boas perspectivas. Foi o que eu fiz, mas não tinha nenhuma experiência com farinha de trigo (risos), mas graças a Deus deu tudo certo.

Como foi a experiência na padaria?

É um trabalho muito puxado, não tem dia, nem feriado, nem natal e ano novo. Fora que o horário é a partir das 4 horas da manhã. Ficamos de 1991 até 2001, mas peguei uma época muito boa com o pessoal que trabalhava no corte de cana. Parava mais de 15 ônibus lá, era a padaria que mais vendia pão em Mirandópolis, sem dúvida.

De onde vem o nome Lucena?

No dia de montar a padaria estava em casa tomando um café a minha cunhada Luiza, a minha sobrinha Celeste e a minha esposa Nair. Das iniciais surgiu a Lucena (risos). Mas um detalhe, antes de fechar a padaria, por volta de 1997, já comecei a vender pão embalado, íamos de belina 1, pelos bares e mercadinhos da cidade. Depois fui pra região e percebi que dava para focar na fábrica. Comecei a estruturar, no início ficávamos ali próximo da APAE.

Tico no escritório da Rocath

Quando surge a Rocath?

O prédio próximo da APAE era alugado e ficou pequeno, foi quando decidimos apostar somente na fábrica, isso em 2001. Era um período que não tinha essa concorrência que tem hoje, outros tempos. Aqui produzimos massa de pizza, pão de forma, bisnaguinha, pão de leite, pão de hot dog, pão de hamburguer, pão integral, panetone, pão de milho, pão de leite condensado. Entregamos de Castilho até Lins, isso na rodovia Marechal Rondon. Daí na região da Paulista de Tupã até Panorama, depois Ilha Solteira e Pereira Barreto. Mas o nosso forte é Mato Grosso do Sul, vamos de Três Lagoas até Paraíso das Águas, cerca de 600 km daqui de Mirandópolis. Somos em 38 funcionários, uma grande responsabilidade empregar tantos pais de famílias.

E o nome Rocath?

Vem das iniciais dos nomes dos meus filhos Rogerio, Carolina e Thiago. Aproveito para ressaltar que luto diariamente pelos meus filhos e netos, tenho três netos que são as paixões da minha vida.

Qual sua ligação com Mirandópolis?

Adoro Mirandópolis, conheci a cidade no final dos anos 70, quando ainda namorava e vinha com ela visitar os parentes. Aqui era tudo diferente do que é hoje, outros tempos, que deixou saudades. Não foi a toa que decidimos investir na cidade abrindo a padaria e depois a fábrica. Aproveito para agradecer a população de forma geral, pois sempre tive o prestigio dos mirandopolenses no comércio.