Jhovana luta contra o câncer e faz “vakinha” para custear medicamento de alto custo
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Aos 29 anos, a mirandopolense Jhovana Cristina da Silva de Almeida trava uma batalha intensa contra o câncer de mama. Diagnosticada com um tumor em 2023, ela já passou por múltiplas sessões de quimioterapia, cirurgias e diversos tratamentos, mas a doença continuou a avançar. Hoje, em cuidados paliativos, e sem condições de arcar com os custos do novo tratamento — uma medicação de alto custo não fornecida pelo SUS — ela lançou uma “vakinha” online (clique aqui) com o objetivo de arrecadar recursos para iniciar as doses o quanto antes.
Jhovana vive uma rotina difícil. Ao longo desse período, testou diferentes protocolos de quimioterapia, mas o tumor não respondeu como o esperado. Com o tempo, a doença se espalhou para a mama esquerda, causando feridas abertas, dores intensas e limitações severas em sua qualidade de vida.
“Eu não posso fazer coisas simples, como entrar em uma piscina, porque o cloro afeta os curativos que preciso trocar diariamente. A dor irradia para o braço, e a quimioterapia até afetou meu coração, causando arritmia”, relata Jhovana.

A cada três semanas, ainda se desloca até Jales para acompanhamento médico, especialmente após um episódio de emergência ocorrido no dia 16 de junho. Recentemente, Giovana sofreu uma hemorragia grave devido ao tumor, com queda drástica nas plaquetas com nível crítico que a levou à emergência. “Quase morri. Fiquei cinco dias internada e ainda tenho curativos por todo o corpo”, conta.
Impossibilitada de trabalhar devido às fortes dores e limitações de movimento, ela se vê agora diante de uma nova esperança: uma medicação importada, aprovada pela Anvisa, mas que ainda não está disponível pelo Sistema Único de Saúde. O custo, no entanto, é altíssimo — cerca de R$ 65 mil por dose, e o tratamento exige pelo menos três doses, podendo chegar a cinco ou mais.
“Eu tenho um processo judicial ganho. O Estado deveria me fornecer esse medicamento, mas isso não tem acontecido. E o câncer não espera. Minha saúde piora a cada dia, e decidi iniciar a vakinha com a ajuda da minha irmã e amigas, para tentar ter uma chance”, revela Jhovana, emocionada.
Mesmo com a decisão judicial favorável, o fornecimento do remédio não foi efetivado pelo governo estadual. “É uma vergonha para o Estado. Eles pouco se importam com a minha saúde. Mas eu tenho apenas 29 anos e muita coisa pela frente. Quero viver”, desabafa.

