Os pais de Nossa Senhora

Os pais de Nossa Senhora

Foto: Portal Vida e Família

O que sabemos sobre os pais de Nossa Senhora, cuja memória celebramos hoje, vêm dos textos apócrifos Protoevangelho de Tiago e Evangelho do pseudo Mateus, e de poucos escritos cristãos posteriores: a São Máximo, o Confessor (580-662), é atribuída a autoria de uma obra chamada “A vida da Virgem”, que trata da infância da Virgem Maria e de seus pais, e a Epifânio, o Monge – que teria vivido entre os séculos VIII e IX e não deve ser confundido com Santo Epifânio (315-403) –, uma outra intitulada “A vida de Maria”. E de São Gregório de Nissa (330-395) lemos numa de suas homilias sobre a Natividade de Nossa Senhora: “Li num livro apócrifo que o pai da Santíssima Virgem tinha uma conduta notável segundo a Lei e era famoso por sua caridade”.

Os escritos apócrifos não são inspirados por Deus e sobre muitos textos cristãos antigos, do ponto de vista histórico, certas dúvidas podem ser levantadas. Além disso, o ensinamento seguro vem somente do Magistério Eclesiástico, confiado aos papas, a quem é dada a infalibilidade em questões de fé e moral. Ainda assim, o contato com muitas dessas obras, especialmente se alicerçado pela oração e em espírito de humildade – não de mera curiosidade –, pode ajudar na edificação da nossa fé. Como é bom, por exemplo, ler que São Joaquim, pai de Nossa Senhora, era um homem bom e caridoso!…

Os escritos sobre São Joaquim e Santa Ana narram também que eles já tinham idade, mas não filhos, coisa desonrosa para a sociedade judaica de então, e por isso clamavam incessantemente. Desse fervor na oração veio o nascimento daquela que viria a ser a Mãe do Salvador. Também Zacarias e Ana, pais de São João Batista, e Abraão e Sara, no Antigo Testamento, passaram pela mesma dificuldade. São exemplos marcantes para nossa vida espiritual!

Uma outra coisa interessante é sobre as relíquias de Santa Ana: na cidadezinha de Apt, no sul da França, fica a mais antiga igreja dedicada a ela, ao menos no Ocidente. Para essa catedral teriam sido trasladas suas relíquias no século V, ou então por cruzados, séculos mais tarde. Não se sabe ao certo, mas a mera possibilidade de terem sido ali guardadas parece que encurta o tempo e nos torna mais próximos da história salvífica…

Peçamos neste 26 de julho, a intercessão de São Joaquim e Santa Ana e que seu exemplo fortaleça nossa fé, nossa perseverança e nossa caridade!

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