Conselho Municipal de Cultura é oficialmente empossado em Mirandópolis
Letícia Rigui, Claudia Sekino, Júnior Maneja, Joel Garcia Vieira e Odair José Pin. Foto: Divulgação
A Prefeitura de Mirandópolis realizou, na tarde da terça-feira (29), a cerimônia de posse da primeira diretoria do Conselho Municipal de Cultura. O evento ocorreu no Paço Municipal e marca um passo importante para a organização, valorização e fortalecimento das ações culturais na cidade.
Criado para dar suporte aos artistas locais e garantir maior participação da sociedade nas decisões culturais, o Conselho teve sua diretoria definida por consenso, uma decisão que, segundo o diretor de Cultura, Júnior Maneja, demonstra a união e disposição dos integrantes em trabalhar coletivamente pelo setor.
A presidência do Conselho ficou com a sociedade civil, enquanto a Prefeitura assumiu a 1ª secretaria, ocupando assim os dois cargos mais estratégicos da diretoria, que ficou composta da seguinte forma: presidente – Letícia Fernandes Rigui; vice-presidente – Joel Garcia Vieira; 1ª secretária – Claudia Mieko Sakamoto Sekino; e 2º secretário – Odair José Pin.
Júnior Maneja explica que a criação do Conselho é fundamental para que Mirandópolis continue recebendo recursos estaduais e federais destinados à Cultura, como já ocorre com a Lei Aldir Blanc. “O município aderiu ao Sistema Nacional de Cultura e se comprometeu a implantar o que chamamos de CPF da Cultura: Conselho, Plano e Fundo Municipal de Cultura. Começamos pelo Conselho, que será a ponte para alcançar os outros dois”, explica.
Ainda segundo o diretor, essa estrutura já é realidade em áreas como Saúde, Educação e Assistência Social e representa um avanço para a gestão cultural. “Ela amplia a participação da sociedade e promove mais eficiência na aplicação dos recursos públicos”, reforça.
CULTURA INTEGRADA AO DESENVOLVIMENTO
Nos últimos meses, o Departamento de Cultura esteve à frente da programação festiva de aniversário da cidade. Apesar da não realização da tradicional Festa do Peão, as comemorações dos 91 anos de Mirandópolis movimentaram os bairros com atividades planejadas para gerar impacto positivo na economia local, sem comprometer os cofres públicos.
“Fizemos uma programação intensa, mas financeiramente bem pensada. Agora, seguimos com foco no Dia das Crianças e no Natal, sempre com o olhar voltado à integração entre cultura, desenvolvimento econômico, turismo e demais departamentos”, afirma Maneja.
A partir da atuação do Conselho, novas propostas devem ganhar força no município. Entre elas, estão a criação do Fundo Municipal de Turismo, o Fundo de Cultura e a Lei do Patrimônio Histórico, que deve contemplar bens materiais e imateriais. Também está em discussão o aprimoramento da legislação que rege a Banda Marcial, com o objetivo de levá-la às escolas e áreas rurais, em parceria com as secretarias de Educação e Promoção Social.
Outro foco é a melhoria do atendimento na Biblioteca Municipal, em conjunto com o projeto Alinhavando Redes.
NOVOS RECURSOS E PROJETOS
A cultura de Mirandópolis também foi selecionada no edital Circuito Cult, da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), que prevê o investimento de até R$ 40 mil em atrações culturais para o município.
Já no âmbito da Lei Aldir Blanc, o Plano de Aplicação dos Recursos foi enviado e, entre os meses de setembro e outubro, a cidade deve receber aproximadamente R$ 218 mil. O valor será destinado à abertura de dois editais voltados exclusivamente aos artistas e agentes culturais com residência comprovada no município.
Por fim, um antigo sonho do setor cultural está prestes a sair do papel: a restauração da antiga estação ferroviária. “Já existe um recurso estadual destinado à obra, com previsão de chegada para o segundo semestre. Assim que os valores forem liberados, iniciaremos o processo de restauro do prédio”, finaliza Júnior Maneja.
Com tantas possibilidades, o Conselho passa a ser o espaço legítimo para construção coletiva das políticas públicas de cultura, garantindo que as decisões não partam apenas do poder público, mas contem com a participação ativa de artistas, agentes culturais e da sociedade civil organizada.

