Santos Reis (1)

Santos Reis (1)

Foto: Nossa Sagrada Família

Um imperador que desejou ser monge e por livre escolha não deixou descendentes. Primeiro dos três monarcas sobre os quais vamos tratar neste e nos próximos dois artigos, todos santos, este é Santo Henrique, pouco conhecido, cuja memória é celebrada no dia 13 de julho. Nascido em 973, batizado e solidamente educado na fé por São Wolfgang, bispo de Ratisbona (aprox. 937-994), sucedeu seu pai no ducado da Baviera (Alemanha), onde nascera, e em 1014 foi coroado imperador do Sacro Império Romano Germânico – o único imperador canonizado ao longo de toda a história da Igreja!

É difícil para nós hoje, mais de 130 anos após a derrubada da monarquia no Brasil, termos uma idéia mais precisa da figura de um rei católico. Se é verdade que houve desmandos cometidos por alguns, a santidade de outros atesta que mesmo no governo das coisas temporais é possível buscar a perfeição cristã. Antes de sua coroação como imperador – pelo próprio Papa, na basílica de São Pedro, em Roma – Santo Henrique fez publicamente o juramento de ser “patrono e defensor da Igreja, e leal vassalo de Cristo e do Apóstolo São Pedro”. Não é pouca coisa. E honrou a palavra: construiu igrejas, conventos, mosteiros e sempre apoiou os que se dedicavam anúncio do Evangelho – um verdadeiro arauto da justiça e da propagação do Reino de Deus, que lhe conferiu a alcunha de “o piedoso”.

Para tudo isso, sempre teve o apoio de sua esposa, também elevada aos altares – Santa Conegundes, nascida no fim do século X, que o ajudava a resolver muitos assuntos. Não deixaram descendentes pois fizeram voto de continência na vida conjugal, o que explica o fato de Santo Henrique ter cogitado seriamente deixar a coroa e abraçar a vida monástica que tanto lhe aprazia. Mas em obediência ao abade do Mosteiro de Saint Vannes, na cidade de Verdun (França), de quem ouviu os conselhos, abdicou do nobre anseio para evitar que o império caísse em ruínas – pois a autêntica vida cristã é marcada por obediência e renúncias, mesmo de ideais elevados.

Deve-se à insistência de Santo Henrique para com o Papa Bento VIII a recitação do credo dentro da Missa. Após sua morte em 1024, foi Santa Conegundes quem consagrou-se à vida religiosa até o fim de sua vida (por volta de 1039). Na catedral de Bamberg (Alemanha), encontra-se o túmulo de ambos, digno de sua estatura moral e espiritual.

Santo Henrique e Santa Conegundes, intercedei por nós e por nossos governantes!

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