Wagner Antônio: da infância na roça à liderança social como presidente da APAE de Mirandópolis

Wagner Antônio: da infância na roça à liderança social como presidente da APAE de Mirandópolis

Foto: Redes Sociais

Natural de Mirandópolis, Wagner Antônio nasceu em 3 de setembro de 1979 e carrega uma trajetória marcada pelo trabalho, pela família e pelo compromisso social. Casado e pai de cinco filhos, começou a trabalhar muito cedo, aos nove anos, na roça. Anos depois, construiu sua carreira no Escritório Brasil, onde atua há três décadas, hoje dedicado à área rural. Mas é na vida comunitária que Wagner encontrou uma de suas maiores missões: o trabalho voluntário. Ele já apoiou causas como o Hospital do Amor de Barretos e a AMAI (Associação Mirandopolense de Assistência Aos Idosos), mas é na APAE de Mirandópolis que concentra sua atuação, presidindo a entidade e ampliando sua relevância regional. Nesta entrevista, Wagner compartilha lembranças de sua trajetória e fala sobre o papel transformador da APAE na vida de centenas de pessoas.

Onde nasceu e cresceu?

Nasci em Mirandópolis, em 1979. A minha mãe trabalhava no hospital como ajudante geral e meu pai era motorista de caminhão na usina. Tenho duas irmãs, uma mais velha e outra mais nova. Estudei na escola Hélio Faria e depois no Noêmia (Cene). Mais tarde, fiz faculdade de Administração na Uniesp, aqui mesmo em Mirandópolis, e também o curso de técnico de contabilidade no Senac, em Araçatuba.

Quando começou a trabalhar?

Posso dizer que comecei a trabalhar ainda criança, com nove anos de idade. Recordo com muito orgulho de ir trabalhar na roça de algodão e também quebrando milho, lá na Água Fria. Fiquei na roça até uns 13 anos, depois trabalhei no bar do Alexandre, que ficava na esquina onde hoje é a Ótica Visão. Também trabalhei no Esquinão, onde hoje é a Farmais, e fui pacoteiro na antiga Casa Moreira. Isso foi até os 16 anos, que era a idade limite para trabalhar como Mirim.

E depois disso, onde foi trabalhar?

Apareceu uma oportunidade no Escritório Brasil e entrei aqui em 1995. Já são 30 anos de trabalho no mesmo local (risos). Comecei fazendo café, cobrança, varrendo, para depois ir evoluindo profissionalmente. Hoje atuo voltado à parte rural do escritório, especialmente com imposto de renda e ITR (Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural).

Wagner durante apresentação de evento na APAE. Foto: Eduardo Mustafa

E a parte social, quando iniciou?

Na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Mirandópolis estou há oito anos trabalhando de forma voluntária. Fiquei cinco anos como tesoureiro e estou há três anos como presidente. Mas antes disso já ajudava o Hospital do Amor de Barretos, participando como tesoureiro dos leilões há mais de 10 anos. Também já realizei alguns trabalhos em prol da AMAI.

Como é estar na APAE?

É muito bom. É uma energia contagiante vivenciar o dia a dia com os alunos e também com os colaboradores, que realizam um trabalho magnífico. Aproveito para recomendar que as pessoas conheçam presencialmente o trabalho da APAE e, se possível, doem um pouco do seu tempo aos nossos alunos, que são especiais em todos os sentidos. Hoje, na entidade, atuamos em três frentes: saúde, educação e assistência social. Na educação, atendemos 76 alunos; na assistência, acompanhamos 30 famílias; e, na saúde, oferecemos atendimentos especializados, como hidroterapia, equoterapia e estimulação. E no ano passado, tivemos uma conquista importante: a entidade se tornou Centro Especializado de Reabilitação Física e Intelectual (CER II), referência regional no atendimento de pessoas com autismo. Atualmente, o CER II atende 443 pacientes e realiza, em média, 4.630 atendimentos por mês, abrangendo os 40 municípios da Divisão Regional de Saúde de Araçatuba.

A entidade comemorou 50 anos?

Sim, a APAE em Mirandópolis foi fundada em 1975. E não posso deixar de destacar a comemoração que realizamos na semana passada lá na entidade. Reunimos funcionários, ex-colaboradores, ex-presidentes e familiares das pessoas que fizeram parte dessa história e que hoje já não estão mais entre nós. Foi uma noite de muita emoção e gratidão por todos que ajudaram a construir essa trajetória.

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