Santos reis (3)
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Neste último artigo sobre santos monarcas, vamos falar brevemente sobre duas santas, cujas vidas são tão edificantes que ficou difícil escolher uma só. A primeira, Santa Isabel da Hungria, celebrada em 17 de novembro, é uma duquesa, sobrinha de Santa Edwiges (1174-1243) e tia-avó de Santa Isabel de Portugal, a segunda de quem falaremos. Nasceu em 1207, casou-se aos 13 anos, teve quatro filhos, ficou viúva aos 20 e partiu para Deus ao 24, numa vida breve mas intensa de caridade, desapego, penitências e milagres. Entre ela e o esposo, o duque Luiz da Turíngia, havia um amor verdadeiro: é conhecido o episódio em que, inflamada de caridade, ela levou um leproso para seus aposentos, cuidou de suas feridas, deitou-o em sua própria cama e cobriu-o. O esposo, ao chegar, levantando o lençol, por um breve instante viu o próprio Cristo, confirmando as virtudes que nela ele já reconhecia.
Além dos cuidados aos doentes e dos bens que jamais negou aos pobres, ao ficar viúva foi expulsa de sua residência com os quatro filhos pequenos sob um frio severo, conseguindo alojar-se num abrigo de animais. A recompensa disto foi uma aparição do próprio Jesus. Fundou três hospitais e foi canonizada apenas quatro anos após sua morte.
Já Santa Isabel de Portugal, rainha, celebrada em 4 de julho, nasceu em 1271 em Zaragoza (Espanha). Foi canal de pacificação desde o nascimento, quando havia uma contenda entre seu pai e seu avô; mais tarde, já casada, impediu combates entre reinos e um embate entre um de seus dois filhos contra o próprio pai, seu esposo o rei Dinis, de quem teve que suportar a vida libertina e cujos filhos bastardos cuidou ela mesma. Tendo rezado incessantemente, alcançou sua conversão.
Enquanto rainha, fundou hospitais, asilos e mosteiros, e cuidava ela mesma dos doentes, enterrava dignamente os mortos e encomendava Missas em sufrágio de suas almas. Sempre assistiu generosamente aos pobres e é conhecido o episódio em que, ao levar pães sob as vestes, abrindo-as, miraculosamente apareceram rosas em pleno inverno. Foi ela quem escolheu a Imaculada Conceição como padroeira de Portugal, séculos antes da proclamação do dogma por Pio IX em 1854. Com a morte do esposo, em 1325, abandonou a corte e entrou para a Ordem Terceira Franciscana, em que viveu até sua morte, em 1336. Foi a única pessoa canonizada pelo papa Urbano VIII, após ele, gravemente enfermo, recorrer à sua intercessão.
Santa Isabel da Hungria e Santa Isabel de Portugal, inspirai nossas ações e intercedei por nós e por nossos governantes!
*Confira o artigo Santos Reis (2)
*Confira o artigo Santos Reis (1)

