O louvor eterno
Foto: Pastor Bonus
Semana passada assisti novamente a uma apresentação de orquestra sinfônica. Quando fui pela última vez, em julho, eram somente os instrumentos, mas nesta havia também vozes: quatro solistas na frente, a orquestra no meio e o coral ao fundo. Uma coisa linda! O público queria bis, mas nem foi possível: a peça consumiu os artistas. É maravilhoso ouvir os instrumentos, mas a voz humana realmente tem uma força enorme! É uma experiência que nos remete a algo mais elevado.
Curiosamente, indo ao teatro, passei ao lado de um estádio e ouvi aquele ruído da torcida, acho que à espera de um gol. Minha única experiência em estádio de futebol havia sido com uns 10 anos de idade e não me recordo dessa espécie de fragor. Pareceu-me que o som fora do estádio é ainda mais estrondoso do que dentro… A cerca de três ou quatro quadras do estádio ainda consegui ouvir aquele som avolumado, poderoso… Interessante.
E assim fiquei tentando remeter-me a trechos bíblicos que falam de vozes e instrumentos. Fui buscar alguns deles. Do Livro do Apocalipse: “Ouvia, entretanto, um coro celeste semelhante ao ruído de muitas águas e ao ribombar de potente trovão. Esse coro que eu ouvia era ainda semelhante a músicos tocando as suas cítaras” (cap. 14, v. 2). E ainda: “Nisso ouvi como que um imenso coro, sonoro como o ruído de grandes águas e como o ribombar de possantes trovões, que cantava: “Aleluia! Eis que reina o Senhor, nosso Deus, o Dominador!”” (cap. 19, v. 6). Do Salmo 97: “Aclamai o Senhor, povos todos da terra; regozijai-vos, alegrai-vos e cantai. Salmodiai o Senhor com a cítara, ao som do saltério e com a lira. Com a tuba e a trombeta elevai aclamações na presença do Senhor rei” (vv. 4-6). Trechos lindos do Antigo Testamento!
E quando Jesus nasceu, os pastores tiveram a graça imensa de presenciar aquilo que está relatado no Evangelho de São Lucas: “E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia: “Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina)” (cap. 2, vv. 13-14). Se já na terra é tão maravilhoso ouvir coros, músicas, orquestras e belos sons, quanto mais não será ver o esplendor da multidão de anjos e santos a agradecer a Deus! E além de ver, unir nossas vozes às deles para o canto eterno, do louvor que jamais passará!
Todo o esforço para chegarmos lá terá valido a pena!

