Escola Dr. Edgar é contemplada com projeto do Comitê Paralímpico Brasileiro
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Mirandópolis se destaca no cenário estadual com iniciativa voltada à inclusão e ao esporte. Tudo isso porque a Escola Estadual Dr. Edgar Raimundo da Costa foi contemplada com um dos mais importantes projetos de inclusão esportiva do Estado de São Paulo, desenvolvido em parceria entre o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e a Secretaria Estadual da Educação (SEDUC).
A iniciativa, que será implantada em apenas 75 escolas da rede estadual, distribuídas em 62 municípios paulistas, tem como objetivo promover o atendimento esportivo regular nas modalidades paralímpicas para alunos com deficiência que estudem na escola ou em outras escolas da rede estadual, além de ex-alunos.
O projeto representa um avanço significativo para Mirandópolis, que passa a integrar um seleto grupo de cidades comprometidas com a valorização da diversidade e o incentivo à prática esportiva adaptada. De acordo com o professor Igor Gustavo, que é supervisor do projeto em Mirandópolis, a previsão é de que 2.300 alunos com diferentes tipos de deficiência sejam atendidos em todo o Estado.
Segundo o cronograma, o Comitê Paralímpico fará a contratação de dois professores e dois estagiários por escola, além de 28 supervisores responsáveis pelo acompanhamento das atividades. No total, 328 profissionais estarão envolvidos na execução do projeto.
Em Mirandópolis, quatro profissionais serão contratados. Uma oportunidade para profissionais de educação física e estudantes na área que podem enviar currículo para recrutamento@cpb.org.br. Os interessados devem colocar no título do e-mail “Vaga para professor Escola Mais Inclusiva”.
A capacitação destes profissionais e estagiários será oferecida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro para atuar com metodologias voltadas à inclusão e ao esporte adaptado.
O programa tem como principal meta estimular a prática esportiva de forma inclusiva, respeitando a idade, as condições biológicas e as potencialidades de cada aluno. Além das atividades regulares, os alunos que demonstrarem interesse e aptidão poderão ser encaminhados aos Centros de Referência Paralímpica mantidos pelo CPB no Estado, onde terão a oportunidade de desenvolver suas habilidades e até mesmo seguir carreira como atletas paralímpicos.
Na primeira fase, iniciada em junho de 2025, o projeto foi implementado em 10 escolas-pilotos, localizadas em cidades como São Paulo, Osasco, Carapicuíba, Diadema, São Bernardo do Campo, São Carlos, Araraquara, Vinhedo e Hortolândia.
Nesta segunda fase contempla a expansão para outras 65 unidades escolares, incluindo a Escola Estadual Dr. Edgar, de Mirandópolis.
A coordenadora Luiza Ueno explica que apesar da alegria, em primeiro momento, a equipe gestora ficou preocupada, uma vez que a estrutura da escola apresenta muitos obstáculos em relação a mobilidade e acessibilidade, mas depois entendeu que esta era justamente a proposta. “No início ficamos bastante apreensivos, pois nossas acomodações não estão em consonância com o que chamamos de desenho universal, mas depois compreendemos que o desafio era justamente transformar uma escola cheia de barreiras, em um espaço inclusivo.”
Para a diretora, Andreia Zaia, o mundo está se adaptando e trazer essa inclusão para a escola é um grande avanço. “O mundo em si está cada vez mais inclusivo e na escola os alunos poderão descobrir potencialidades para além das deficiências através do esporte, promovendo integração no cotidiano escolar, ajudando a melhorar a autoestima e revelando que são capazes de superar os desafios através dos esportes paralímpicos.”

