Mais da metade dos mirandopolenses não vive em união conjugal, aponta Censo do IBGE
Foto: Arquivo AGORA NA REGIÃO
Os dados do Censo 2022, divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram um retrato atualizado das relações conjugais no Brasil.
Em Mirandópolis, segundo o levantamento, 53% da população com 10 anos ou mais não vive em união conjugal, enquanto 47% declararam viver com cônjuge ou companheiro(a). Isso representa 13.515 pessoas fora de uma relação conjugal e 12.004 que vivem em algum tipo de união — seja casamento civil, religioso ou união estável.
Já em Lavínia, o cenário é ainda mais expressivo: 75% dos moradores não vivem em união conjugal (6.934 pessoas), contra 25% (2.257 moradores) que declararam viver com parceiro(a).
PANORAMA NACIONAL
Em todo o país, o IBGE aponta que mais de 90 milhões de brasileiros com dez anos ou mais — o equivalente a 51% da população — vivem em algum tipo de união conjugal. Em 2010, eram 81 milhões, cerca de 50%.
Por outro lado, 85,7 milhões de brasileiros (49%) não estão em união, número semelhante ao registrado no último censo.
Dentre os que não vivem com cônjuge ou companheiro(a), 53 milhões nunca moraram com parceiro(a) — o que representa 30% da população nacional. Já 32,6 milhões de pessoas (19%) são separadas, viúvas ou divorciadas.
O IBGE explica que o termo “cônjuge” é utilizado para identificar pessoas que mantêm uma união com outra — seja formalizada em cartório, religiosa ou apenas consensual, desde que compartilhem a mesma moradia.
Já as pessoas que não vivem em união podem estar solteiras, separadas ou viúvas, mas também podem ter relacionamentos sem convivência domiciliar.
TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS
Os números revelam mudanças culturais e comportamentais que têm se intensificado nos últimos anos.
Em cidades menores, como Mirandópolis e Lavínia, especialistas apontam que o aumento no número de pessoas que vivem sozinhas ou sem parceiro(a) fixo está ligado a fatores como maior independência financeira, mudança nos valores familiares e ampliação da longevidade, que altera o ciclo das relações conjugais.
Ainda assim, o Brasil segue praticamente dividido: metade da população vive em algum tipo de união conjugal, e a outra metade não — um reflexo das múltiplas formas de relacionamento e organização familiar que marcam o país contemporâneo.

