Governador distrital do Rotary visita Mirandópolis e fala sobre sua trajetória, desafios e o futuro no clube de serviço
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Em visita oficial a Mirandópolis, o governador do Rotary Distrito 4470, Carlos Henrique Rodrigues Pedroso, compartilhou um pouco de sua história pessoal e da missão de fortalecer o voluntariado e o engajamento juvenil na instituição. Nascido em Campo Grande-MS, ele construiu uma carreira marcada pelo trabalho, pela educação e pelo compromisso social. Em entrevista ao jornal AGORA NA REGIÃO ele conta sobre sua trajetória e fala sobre a visita em Mirandópolis.
Conte um pouco sobre suas origens?
Eu nasci em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, em 1957. Comecei a trabalhar muito cedo, com 14 anos já tinha meu primeiro registro. Minha madrinha tinha uma escola e me convidou para ajudá-la na portaria, secretaria e recepção. Foi ali que aprendi o valor do trabalho e da responsabilidade.
E como foi sua trajetória até chegar ao Rotary?
Aos 18 anos comecei a trabalhar no SENAI, primeiro como auxiliar administrativo e depois como almoxarife. O contato com a escola técnica despertou em mim o desejo de ser diretor. Estudei pedagogia, prestei concurso e, em 1984, assumi a direção de uma nova unidade do SENAI em Dourados. Lá também comecei minha jornada no Rotary, em 1989, quando fui convidado para fazer uma palestra sobre o trabalho do Sebrae. Eu e minha família não éramos de Dourados e o Rotary nos acolheu. A instituição abriu portas, criou laços de amizade e me envolvi cada vez mais. Fui presidente do clube duas vezes — a primeira com apenas três anos de rotariano.
E como surgiu a oportunidade de se tornar governador?
No início dos anos 2000, por questões pessoais eu me afastei do SENAI e voltei à Campo Grande. Estava nascendo ali o clube que eu faço parte até hoje, o Rotary Clube Campo Grande São Francisco. Lá, eu repeti praticamente a mesma trajetória que fiz em Dourados, ocupando várias funções e há três anos, fui indicado pelo clube para o processo de seleção distrital. Hoje tenho a honra de ser o governador do Distrito 4470, com mandato de junho de 2025 a julho de 2026.

Quais são os desafios de comandar um distrito tão grande?
O nosso distrito é extenso — vai de Corumbá (MS) até Penápolis (SP), cerca de 1.400 km de distância. Temos clubes no Mato Grosso do Sul, no noroeste paulista e até clubes binacionais na fronteira com o Paraguai. O principal desafio é visitar todos os clubes, conhecer suas realidades, seus projetos e fortalecer o espírito de união.
Como tem sido a passagem por Mirandópolis?
Fui muito bem recebido. Já realizamos reuniões e visitas a instituições, como à APAE, e também estivemos em Castilho, Andradina, Valparaíso e Guaraçaí. Cada cidade tem seu estilo, mas todas mostram dedicação e compromisso.
E qual a importância dos jovens no Rotary hoje?
A renovação é uma das nossas missões. Depois da pandemia, o quadro associativo diminuiu e há um envelhecimento natural dos membros. Por isso, estamos investindo na juventude, com o Interact, o Rotaract e os Rotakids e flexibilizando regras para que mais jovens possam assumir cargos e responsabilidades. Eles são o futuro do Rotary.
Há novos líderes sendo preparados aqui na região?
Sim. Aqui em Mirandópolis já temos o companheiro Márcio Fujikawa sendo preparado para assumir futuramente o governo distrital. Isso mostra o quanto o clube está ativo e comprometido.
Qual mensagem deixa à comunidade mirandopolense?
Que se aproximem do Rotary e conheçam o que fazemos. O nosso trabalho é voluntário, mas depende do apoio da comunidade, dos empresários e do poder público. Juntos conseguimos transformar realidades e fortalecer o bem comum.

