Encontros que acolhem o tempo, por Kimie Oku

Encontros que acolhem o tempo, por Kimie Oku

Foto: Divulgação

Recentemente almocei com amigas que não via há anos. O reencontro aconteceu na Varanda Grill, com as professoras normalistas formadas em 1965 pela Escola Normal do Colégio Estadual Noêmia Dias Perotti.

Sob a batuta da professora Regina Rosado, essa turma segue se reunindo de tempos em tempos, para não deixar que a vida — tão corrida e breve — dilua esses laços construídos ainda na juventude.

Desta vez, participaram Zilda Zonzini, Zilda Vendrame, Regina Rosado, Maria Tereza Veroneze, Naoe Miyamoto e Elena Junqueira Milreu.

Anos atrás, o grupo era maior, mas com o avanço da idade vêm também as limitações para viajar e se locomover, o que acaba reduzindo a presença de algumas.

Ainda assim, mesmo com um número menor, a alegria do reencontro foi a mesma de sempre. E o encontro ganhou brilho extra com a surpresa da presença da Leninha, que veio de Brasília, acompanhada do esposo Nelson Milreu, ex-funcionário do Banco do Brasil em Mirandópolis, onde trabalhou com meu esposo, Noriyoshi.

Conversei bastante com o Nelson. Ele me contou sobre sua paixão por idiomas e compartilhou dicas de cursos online. Disse também ter familiares dedicados à música. O papo rendeu, porque compartilho desse gosto pelas línguas e ainda aprecio piano.

Relembramos até o mais famoso músico nascido em Mirandópolis, Miltinho Edilberto, cuja viola encanta plateias há décadas.

Professoras que ficaram eternizadas na memória de todas. Foto: Divulgação

Além das professoras, marcaram presença a jovem Simone Gonçalves Rosado, filha da Regina; Rogéria de Souza, filha de Zilda Zonzini; Erica Miyamoto; e seus tios Aparecida e Teruo Miyamoto.

Como sempre, a gentil Naoe Miyamoto levou um mimo para todos: uma sacola de algodão estampada com ideogramas japoneses desejando Saúde, Prosperidade, Felicidade e Gratidão.

Houve também um momento de tristeza, pela recente partida da querida professora Margarete Zuin. Mesmo assim, entremeada de saudades e lembranças, a conversa fluiu animada, com várias vozes cruzadas ao mesmo tempo — um esforço coletivo para recuperar o tempo perdido.

É louvável a iniciativa da Regina em manter esses encontros vivos, garantindo momentos plenos de alegria entre amigos que raramente se veem. Porque a vida é efêmera, e o que realmente importa é viver o agora. Carpe diem.

A vida de todos nós é cheia de desafios. Por isso, é preciso pausar, aproveitar encontros como esse, refrescar a alma e fortalecer a vontade de seguir adiante.

E teve bolo também, celebrando o aniversário da própria Regina, a quem desejamos muita saúde e paz.

Parabéns a essas professoras que preservam seus laços, cultivam a amizade e seguem desejando — e espalhando — saúde, prosperidade, felicidade e gratidão.

Que Deus nos abençoe.

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