Emerson Comandante projeta presidência participativa na Câmara e defende mais gestão para Mirandópolis em 2026
Foto: Arquivo AGORA NA REGIÃO
O vereador Emerson Carvalho Souza, conhecido como Comandante, encerra 2025 com a expectativa de iniciar um novo e decisivo capítulo de sua trajetória política: a presidência da Câmara Municipal de Mirandópolis em 2026. Com discurso firme, perfil de diálogo e foco em gestão, ele avalia o último ano como produtivo e defende mudanças estruturais no Legislativo para aproximar a população das decisões que impactam diretamente a cidade.
Casado há mais de 20 anos com uma mirandopolense, Comandante é pai de três filhos — um deles falecido recentemente — e carrega uma história de vida marcada por diferentes experiências. Filho de pais mineiros, nasceu em Barueri (SP), período em que a família trabalhava no estado. Antes de se fixar em Mirandópolis, morou por oito anos nos Estados Unidos, em Nova Jersey. Está na cidade há 15 anos, onde construiu sua vida profissional, passando pela empresa Reunidas, empreendendo no Bar do Trevo, na região da Aliança, e atuando também no setor de transporte, atividade hoje tocada pelo filho.
BALANÇO DE 2025
Ao avaliar sua atuação no Legislativo em 2025, Comandante destaca a parceria com o Executivo como um dos pontos centrais de seu mandato. Segundo ele, muitas conquistas que ainda serão entregues à população são resultado direto do trabalho dos vereadores. “Foi um ano bem produtivo. Sempre busquei trabalhar junto com o Executivo, e várias conquistas que ainda vão chegar em Mirandópolis são fruto do trabalho da Câmara. Na vida pública, o resultado nem sempre é imediato, mas tem muita coisa acontecendo”, afirmou.
Entre os exemplos, ele cita a entrega de veículos, a chegada de uma van e obras de infraestrutura já licitadas, como recapeamento asfáltico.

FISCALIZAÇÃO
Comandante não esconde sua visão crítica sobre a fiscalização no município. Para ele, falhas nesse setor impactam diretamente a arrecadação e, consequentemente, os serviços públicos. “Se tivesse que privatizar algo, seria a fiscalização, porque não funciona. Isso reflete na perda de arrecadação. O que mais me estranha é ver faltar recurso justamente onde mais precisa”, pontuou.
Ele também reconhece que, em alguns casos, a população precisa colaborar mais, mesmo quando as medidas são impopulares. “Às vezes o remédio amargo é o melhor. Como presidente da Câmara, muitas dessas questões vão ser levadas ao debate. Meu compromisso é com a cidade. O que precisar ser feito, será feito.”
CAMINHO ATÉ A PRESIDÊNCIA
Segundo o vereador, a decisão de disputar a presidência da Câmara amadureceu ao longo do mandato. Ele afirma que entrou na vida pública sem grandes certezas, mas foi compreendendo as fragilidades estruturais do Legislativo. “Quando entramos na vida pública, não sabemos nada. Vamos traçando o caminho por instinto. O que percebi é que temos muita política e pouca gestão. Precisamos, por exemplo, reformar a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Câmara. Busquei a presidência para corrigir essas distorções.”
Uma das principais bandeiras de Comandante para 2026 é a aproximação da Câmara com a população. Ele defende uma atuação mais ativa nos bairros e regiões do município. “Se o povo não vem até a Casa de Leis, nós temos que ir até o povo. Quero implantar a Câmara Itinerante, com reuniões públicas na Aliança, no Amandaba e em diversos bairros. Precisamos interagir mais com a população.”
Além disso, ele afirma que pretende ampliar a divulgação do trabalho do Legislativo e envolver lideranças políticas e da sociedade civil nos debates de projetos relevantes. “Decisões que impactam a sociedade precisam ser discutidas com as lideranças. Temos que quebrar essa política da rusga. Isso é fundamental para Mirandópolis.”
Sobre as cobranças naturais do cargo, Comandante diz não temer o debate público. “Sou do diálogo. Muitas vezes vejo críticas sem conhecimento do projeto ou da realidade. Precisamos trabalhar por Mirandópolis, não por politicagem.”
Questionado sobre a relação com o ex-presidente da Câmara, Carlos Weverton, após embates recentes, ele afirmou manter o respeito institucional, mas deixou claro o distanciamento político. “Respeito permanece, mas ficou claro o lado político dele. Na minha visão, foi política acima do povo. Isso fez com que eu perdesse a confiança.”
Já em relação ao prefeito Grampola Pantaleão, Comandante destaca uma relação de diálogo aberto desde o início do mandato. “Tenho portas abertas na Prefeitura desde o início. Se precisar confrontar ideias, vou confrontar, mas sempre com respeito. Tenho certeza que essa relação vai continuar.”
EXPECTATIVAS PARA 2026
Ao assumir a presidência da Câmara, Emerson “Comandante” diz que seu compromisso é com respeito, trabalho e transparência. “Sempre pedi a Deus para me preparar, e não foi diferente agora. A população não deve esperar nada além de respeito, trabalho e compromisso com Mirandópolis. Quero uma presidência aberta ao diálogo. Se não fizermos o que precisa ser feito, a cidade não caminha e não cresce.”

