Mistérios dolorosos: Jesus carregando a cruz no caminho do calvário

Mistérios dolorosos: Jesus carregando a cruz no caminho do calvário

Foto: Criada via Chat GPT

Após as dores da flagelação e da coroação de espinhos, havia ainda a crucificação, e antes dela, um penoso caminho até lá, ao “lugar chamado Calvário, em hebraico Gólgota” (Evangelho de São João, cap. 19, v. 17). São Marcos e São Mateus acrescentam que Gólgota quer dizer “lugar do crânio”.           

Os quatro Evangelistas narram a subida de Jesus até lá: São Lucas no cap. 23, vv. 26-32, São Mateus no cap. 27, vv. 31-33, São Marcos no cap. 15, vv. 20-22 e São João no cap. 19, vv. 16-17. Somente São João diz que Jesus mesmo carregou a cruz: “Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade” (v. 17). Os outros três Evangelistas dizem que coube a Simão de Cirene carregá-la, embora, especialmente no texto de São Lucas, se possa subentender que Jesus também. Na via Sacra – exercício espiritual altamente recomendado, especialmente na Quaresma, pelo qual inclusive se podem obter indulgências plenárias –, meditamos três quedas de Jesus e o auxílio de Simão.

Nosso Senhor estava exausto: na noite anterior havia sido traído, preso e interrogado, e na manhã seguinte, julgado, condenado, flagelado e coroado de espinhos. E ainda lhe impuseram o martírio de carregar seu próprio instrumento de morte: a cruz de madeira – a Ele, cuja profissão aprendida de São José e exercida, era justamente o trabalho com madeira.

Diante de tão grande sofrimento, podemos refletir, do ponto de vista somente das virtudes humanas, que somos capazes de ir além quando exigidos, como uma mãe que tira forças sabe-se lá de onde para cuidar ou salvar um filho, e que devemos nos esforçar tendo em vista a meta almejada. Mas além disso, durante este tempo quaresmal, precisamos meditar sobre o esforço imenso de Nosso Senhor, que foi esgotando suas forças e seu Sangue por amor a nós, e também sobre a Providência divina, que coloca pessoas e situações em nosso caminho, para o nosso bem. É muito possível que tenham obrigado o cireneu a ajudar Jesus não por compaixão, mas porque não queriam sua morte no caminho, e sim na cruz, pois como está escrito no Livro do Deuteronômio, “aquele que é pendurado é um objeto de maldição divina” (cap. 21, v. 23). E mesmo aí vemos a Providência, pois eles queriam a humilhação e a desonra de Nosso Senhor, e mal sabiam que trabalhavam pela sua vitória e sua glória!

Assim, caros irmãos, fiquemos firmes! O Senhor é por nós e jamais – jamais – abandona aquele que a Ele se confia!

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