Luis Henrique de Souza: uma trajetória marcada pelo esporte, pela saúde e pelo compromisso com o próximo

Luis Henrique de Souza: uma trajetória marcada pelo esporte, pela saúde e pelo compromisso com o próximo

Foto: Instagram / @aearacatuba

Natural de Mirandópolis, Luis Henrique de Souza, nascido em 8 de maio de 1974, construiu uma trajetória sólida na fisioterapia, unindo sua paixão pelo esporte ao cuidado com as pessoas. Com passagens marcantes pelo futebol profissional e uma história de contribuição na área da saúde tanto em Mirandópolis quanto em Araçatuba, ele se destaca pelo compromisso, dedicação e amor à profissão. Nesta entrevista, Henrique relembra sua caminhada, desafios e conquistas ao longo dos anos.

Você nasceu e cresceu em Mirandópolis?

Meus pais eram funcionários públicos municipais e moravam no Amandaba. Nos mudamos para Mirandópolis quando eu tinha 8 anos. Minha infância foi muito bem aproveitada, como a de muitos daquela época.

Onde você estudou?

Estudei até o oitavo ano na escola Dr. Edgar e fiz o ensino médio no Noêmia (Cene). Foi nessa época que tive meu primeiro trabalho, cuidando dos carros dos professores — mas quando dava horário do treino de futebol, eu abandonava o posto (risos).

Em que momento surgiu a fisioterapia?

A fisioterapia entrou na minha vida durante as férias da faculdade. Eu cursava farmácia em Bragança Paulista e acabei prestando vestibular em Santa Fé do Sul, para fisioterapia, onde iniciei essa nova trajetória.

Por que escolheu a fisioterapia como profissão?

Fazer fisioterapia sempre esteve presente na minha vida e, naquele momento, foi com certeza um toque de Deus, realmente um chamado divino. Sempre gostei de esportes e, mesmo sem ter noção nenhuma de tratamento, gostava de ler e observar como os atletas se tratavam. Com isso, fiz minha graduação em Santa Fé do Sul, entre 1995 e 1999, em uma faculdade que estava em plena expansão na época e que foi fundamental para o meu crescimento profissional.

Foto: Arquivo Pessoal / Henrique

Quando começou a atuar profissionalmente?

Logo que me formei, o coordenador do curso me convidou para trabalhar em Campo Grande, inclusive me acompanhou na entrevista de emprego em um hospital ortopédico. Mas o esporte bateu na porta e lá fui eu: me tornei fisioterapeuta do tradicional Comercial, de Campo Grande, entre 2000 e 2001. Fomos campeões estaduais e disputamos a Copa do Brasil, inclusive contra o Internacional, no estádio Beira-Rio. Em 2002 e 2003, fui fisioterapeuta do Operário, também de Campo Grande. Novamente fomos campeões estaduais e disputamos a Copa do Brasil, com jogo de volta contra o Botafogo, no Maracanã. Em 2004 e 2005, trabalhei no CENE, conquistando mais um título estadual, além de disputar a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro da Série D. Em 2006, fui campeão estadual pelo Coxim, também no Mato Grosso do Sul. Ainda disputei a Copa Centro-Oeste pelo Comercial, chegando à semifinal contra o Goiás, sendo eliminado nos pênaltis no Serra Dourada.

Depois você voltou para Mirandópolis?

Sim, em 2007. Voltei com minha esposa, Flávia, que também é fisioterapeuta, e montamos uma clínica. Trabalhei na APAE, contribuindo com a implantação da equoterapia, e ajudei na estruturação de espaços de fisioterapia em entidades como a AMAI e na Primeira Aliança.

Hoje você trabalha em Araçatuba?

Em 2009, surgiu o convite de uma clínica especializada em ortopedia de Araçatuba para assumirmos o setor de fisioterapia. Foi um momento que gerou bastante insegurança, não vou te esconder. Mas, como eu já tinha vínculo com a Secretaria de Esportes de Araçatuba desde 2007, realizando atendimentos nos Jogos Regionais e Abertos, decidimos nos mudar e encarar esse novo desafio. Deu tudo certo. Seguimos na Ortotrauma desde então, atuando na área de ortopedia, e continuo também na Secretaria de Esportes, atendendo os atletas. Paralelamente à clínica e ao trabalho na secretaria, sou parceiro do Araçatuba Futebol Clube, um clube de formação de atletas que hoje é SAF, sendo responsável pelo setor de fisioterapia. Também estivemos presentes como parceiros na volta do AEA, na segunda divisão, e na disputa da Série A4 no ano passado.

Quer deixar uma mensagem final?

Aos jovens, deixo o conselho de sempre fazer tudo com dedicação e coração aberto, cuidando do próximo como se fosse alguém da própria família. Agradeço à minha família pelo apoio e, em especial, à minha esposa Flávia, com quem celebro 20 anos de união, tanto pessoal quanto profissional.

1775938941