Registro de marca ganha importância entre empreendedores e alerta chega também a Mirandópolis
Foto: Criada via Chat GPT
Em um cenário cada vez mais competitivo, proteger aquilo que se constrói deixou de ser apenas uma preocupação das grandes empresas. O registro de marca tem se consolidado como uma etapa essencial para qualquer negócio, independentemente do porte ou da localização. Em cidades menores, como Mirandópolis, essa realidade não é diferente — e, muitas vezes, o desconhecimento sobre o tema ainda representa um risco silencioso para comerciantes e empreendedores locais.
A marca é, na prática, a identidade de um negócio. É por meio dela que o cliente reconhece, confia e se conecta com um produto ou serviço. No entanto, o que muitos ainda ignoram é que apenas criar um nome, uma logomarca ou investir em divulgação não garante a posse legal sobre aquilo.
É justamente nesse ponto que entra o trabalho da mirandopolense Paula Fernandes da Silva, de 33 anos, formada em Jornalismo e Direito, com uma trajetória que une comunicação e atuação jurídica. Filha de Eduardo Fernandes da Silva e Ana Lúcia Alves de Souza da Silva, do tradicional Mercado São José, Paula construiu sua carreira passando por diferentes áreas até chegar à especialização em registro de marcas.
Na comunicação, atuou na Rádio Clube de Mirandópolis e no jornal Diário de Fato. Posteriormente, migrou para a área jurídica, onde trabalhou por cerca de 10 anos na OAB de Mirandópolis, adquirindo experiência prática no funcionamento do sistema jurídico e no atendimento ao público.

Atualmente, integra o escritório do advogado Dr. Daniel Marcos, onde aprofunda sua atuação na prática jurídica, especialmente na solicitação e análise contratual — etapa que, segundo ela, tem sido fundamental para seu crescimento profissional. Paralelamente, há cerca de um ano e meio, passou a atuar como assessora em registro de marcas, auxiliando empreendedores a protegerem aquilo que, muitas vezes, representa uma vida inteira de dedicação.
“Eu trabalho com registro de marcas para empreendedores que querem segurança. Analiso a viabilidade do nome, faço o acompanhamento do processo e explico cada etapa com clareza, sem juridiquês e sem promessas irreais”, destaca.
O primeiro trabalho na área foi com uma marca local pela qual ela demonstra grande carinho: o CF25 | Centro Fitness 25, liderado por Matheus e Mariana. Para Paula, o caso é um exemplo de empreendedorismo consciente. “Eles entenderam desde o início a importância de proteger o nome, a identidade e o patrimônio que estavam construindo. Isso faz toda a diferença lá na frente”, afirma.
Segundo Paula, um dos erros mais comuns entre empreendedores é acreditar que o uso contínuo de um nome garante automaticamente o direito sobre ele. “Muita gente constrói uma marca sem saber se o nome realmente pode ser seu. Escolhe, cria identidade, investe… e segue. O problema é que o registro não protege o que já foi feito, ele protege o que ainda vem”, explica.
O alerta é especialmente importante para comerciantes locais que estão em fase de crescimento. Sem o registro, existe o risco de perder o nome da empresa para outra pessoa ou negócio que o registre primeiro. E as consequências podem ser mais graves do que parecem à primeira vista.
“Sem isso, existe um risco silencioso: o de crescer em cima de algo que pode ser tirado de você. E quando isso acontece, não é só uma mudança de nome. É recomeço”, ressalta.
Além da possibilidade de perda da marca, outros problemas também podem surgir, como disputas judiciais, necessidade de reposicionamento no mercado e até prejuízos financeiros. Em alguns casos, empresas são obrigadas a interromper o uso de um nome já consolidado, perdendo toda a identidade construída ao longo do tempo.
Para Paula, o registro deve ser encarado como parte da estratégia do negócio, e não como um detalhe burocrático. “Muita gente acredita que empresas quebram por falta de vendas. Mas, na prática, o que mais gera prejuízo são decisões que parecem pequenas no início e se tornam grandes problemas depois, como a marca não registrada, o risco jurídico constante e até o bloqueio do crescimento”, afirma.
Em Mirandópolis, onde muitos empreendimentos surgem de iniciativas familiares ou informais, a conscientização sobre o tema ainda está em processo de evolução. No entanto, a tendência é de mudança, acompanhando a profissionalização e o crescimento dos negócios locais. “Proteger a sua marca não é excesso de cuidado. É estratégia. Antes de crescer mais, vale garantir que o que você está construindo é realmente seu”, reforça Paula.
Para os empreendedores da cidade, o recado é direto: cuidar da marca é cuidar do futuro do próprio negócio. Interessados podem buscar mais informações pelo perfil @paulafernandes.rm no Instagram ou pelo WhatsApp (18) 99142-1652.

