Editorial: saúde que vai além do corpo

Editorial: saúde que vai além do corpo

Foto: Criada via Chat GPT

Três matérias desta edição, à primeira vista distintas, se encontram em um mesmo ponto essencial: a compreensão de que saúde e qualidade de vida vão muito além da ausência de doenças. Elas passam, sobretudo, por escolhas diárias, hábitos construídos ao longo do tempo e, principalmente, pelo cuidado — consigo mesmo e com o outro.

De um lado, o lançamento do Clube Self Care, em Mirandópolis, traz uma proposta contemporânea de autocuidado, especialmente voltada às mulheres. Mais do que estética, o projeto apresenta uma visão integrada, que une corpo, mente e emoções. Em um cenário onde a rotina acelerada e as cobranças sociais muitas vezes afastam as pessoas de si mesmas, iniciativas como essa resgatam um conceito essencial: cuidar da própria saúde não é um luxo, mas uma necessidade.

De outro lado, a participação dos atletas de Mirandópolis nos Jogos da Melhor Idade (JOMI) nos lembra que esse compromisso com a saúde não tem prazo de validade. Histórias como a de José Carrilho Viudes, aos 87 anos, simbolizam algo que vai além das medalhas: a capacidade de se manter ativo, motivado e integrado à sociedade.

O esporte, nesse contexto, cumpre um papel fundamental. Ele não apenas fortalece o corpo, mas também promove socialização, autoestima e qualidade de vida. Para muitos, participar de uma competição como o JOMI representa a realização de um objetivo pessoal, uma conquista que carrega significado muito maior do que o resultado final.

E tem ainda a entrevista com a nutricionista Gabriela Mori, que atua com foco em comportamento alimentar e qualidade de vida, defendendo uma visão que vai além da dieta: cuidar da relação com a comida é, antes de tudo, cuidar da vida.

Entre esses três cenários — o autocuidado feminino, comportamento alimentar e o esporte na terceira idade — existe uma conexão clara: a valorização da vida em todas as suas fases. A busca por qualidade de vida não pode ser episódica, nem limitada a momentos específicos. Ela precisa ser contínua, construída no cotidiano, com disciplina, informação e apoio.

E é justamente nesse ponto que o aspecto coletivo se torna indispensável. Seja no ambiente de acolhimento e troca entre mulheres proposto pelo Clube Self Care, no comportamento alimentar ou na convivência e integração proporcionadas pelo JOMI, fica evidente que ninguém constrói saúde sozinho. O incentivo, o exemplo e o sentimento de pertencimento são fatores decisivos para a manutenção de hábitos saudáveis.

Cuidar do corpo, da mente e das relações não é tendência passageira. É um compromisso permanente. E, acima de tudo, é uma escolha que impacta não apenas o presente, mas toda a forma como se vive o futuro.

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