Mistérios gloriosos: a ressurreição de Jesus

Mistérios gloriosos: a ressurreição de Jesus

Foto: Criada via Chat GPT

Como na Quaresma tratamos dos mistérios dolorosos do Rosário, de hoje até o fim de semana de Pentecostes vamos falar um pouquinho sobre os mistérios gloriosos. A recitação do Rosário, ou mesmo do Terço, além de ser um pedido da própria Virgem Maria, é uma oração que une petições e meditação. Assim, ao rezá-lo, estamos atendendo um pedido de nossa Mãe, suplicando por tantas necessidades e ainda por cima meditando sobre as verdades mais sublimes da nossa fé.

De fato, custa aos incrédulos acreditar na Ressurreição. A própria Sagrada Escritura narra a dificuldade de acreditar nesse fato: no capítulo 24 do Evangelho de São Lucas, Jesus abre os olhos dos discípulos de Emaús para reconhecerem sua presença, e depois come um pedaço de peixe assado na frente dos Apóstolos e discípulos ainda espantados. São Marcos menciona essas aparições no cap. 16 do seu Evangelho, e relata que Jesus “censurou-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado” (v. 14). E no cap. 20 do Evangelho de São João constam o encontro e as palavras de Jesus a São Tomé: “Introduz aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos. Põe a tua mão no meu lado. Não sejas incrédulo, mas homem de fé” (v. 27).

O Evangelho de São Mateus, no cap. 28, narra o seguinte fato: enquanto “Maria Madalena e a outra Maria” (v. 1) iam anunciar que tinham visto Jesus Ressuscitado, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos deram “aos soldados uma importante soma de dinheiro, ordenando-lhes: “Vós direis que seus discípulos vieram retirá-lo à noite, enquanto dormíeis. Se o governador vier a sabê-lo, nós o acalmaremos e vos tiraremos de dificuldades.Os soldados receberam o dinheiro e seguiram suas instruções. E essa versão é ainda hoje espalhada entre os judeus” (vv. 12-15). 

Assim, desde o início há uma batalha terrível para que essa verdade, já difícil de ser aceita por alguns, seja desacreditada. Mas como ensina São Paulo Apóstolo: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (Primeira Carta aos Coríntios, cap. 15, v. 14). 

Por isso mesmo é que temos que meditar sobre a Ressurreição e os mistérios gloriosos, e nos debruçar sobre eles em oração! Para isso, um itinerário simples: Terço na mão e marca-página nos Evangelhos: cap. 28 de São Mateus, cap. 16 de São Marcos, cap. 24 de São Lucas, e caps. 20 e 21 de São João. Que o Espírito Santo conduza nossas orações, leituras e meditações neste Tempo Pascal!

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