“Muitas vezes o caminho não é o que a gente planeja, mas é o que Deus prepara”, ressalta Cristiano Ferreira, o Crizão

“Muitas vezes o caminho não é o que a gente planeja, mas é o que Deus prepara”, ressalta Cristiano Ferreira, o Crizão

Cristiano Ferreira, o Crizão, com a sua esposa Andreia. Foto: Arquivo Pessoal / Cristiano

A trajetória de Cristiano Ferreira é daquelas que misturam fé, persistência e recomeços. Nascido em São Paulo e criado na Zona Leste, ele construiu sua vida no trabalho desde cedo, enfrentando desafios ao lado da família. Foi em Mirandópolis, porém, que encontrou não apenas um novo lar, mas também o propósito que transformaria sua história. Ao lado da esposa, Andreia, Cristiano viu nascer o “Assados do Crizão”, um negócio que começou de forma simples, na garagem de casa, e hoje se tornou referência na cidade. Mais do que uma história de empreendedorismo, o relato é, segundo ele, um verdadeiro testemunho de fé.

Como foi sua infância?

Nasci em São Paulo, em 1982, e cresci na Zona Leste, em uma família grande, com oito filhos. Meu pai era metalúrgico e minha mãe cuidava da casa. Desde cedo aprendi o valor do trabalho. Depois que meu pai se aposentou, a gente vendia vassoura na rua, eu e meus irmãos, até por volta dos 13 anos. Isso marcou muito minha vida, porque ensinou responsabilidade e esforço desde pequeno.

Quando começou a trabalhar?

Comecei trabalhando com meu pai, depois fui para uma oficina de funilaria. Mais tarde, entrei na área de vendas e nunca mais saí. Sempre trabalhei comprando e vendendo coisas em São Paulo. Foi um aprendizado constante, lidando com pessoas e desafios do dia a dia.

Como conheceu sua esposa?

Conheci a Andreia em 2001, quando vim para Mirandópolis buscar um carro com um primo. Ela é daqui, nasceu e cresceu na cidade. Começamos a namorar e eu vinha visitá-la sempre que podia. Depois de um tempo, nos casamos e fomos morar em São Paulo, onde ficamos por mais de 12 anos.

O que motivou o retorno para Mirandópolis?

Foi algo muito forte, um direcionamento de Deus. A gente tinha planos de ir para Pernambuco, já estava tudo encaminhado. Mas, em uma oração, um irmão da igreja teve uma revelação muito específica sobre Mirandópolis, descrevendo até detalhes da casa onde moraríamos, sem nunca ter visto. Aquilo tocou nosso coração de uma forma que entendemos como um chamado. E decidimos vir.

Como foi o recomeço na cidade?

Não foi fácil. Fiquei cerca de nove meses desempregado. Depois consegui trabalho em uma usina e mais tarde fui para uma funerária em Lavínia. Nesse período, sempre orávamos e pedíamos direção a Deus. Tínhamos um sonho simples: vender frango assado na garagem de casa, mas não tínhamos condições.

Como surgiu o Assados do Crizão?

Foi algo muito marcante. Um dia, amigos da igreja vieram nos visitar. Meu filho Miguel começou a falar que eles iam trazer uma máquina de frango, sem ninguém ter comentado nada. Quando estavam indo embora, o irmão abriu a caminhonete e lá estava a máquina. Ele disse que Deus tocou no coração dele para trazer aquilo para nós. Foi muito emocionante. E uma curiosidade, o nome Crizão foi ideia dos meus filhos. Ninguém me chamava assim antes, mas eles sugeriram quando fomos abrir o negócio e acabou ficando. Hoje todo mundo conhece assim.

E como foi o início do negócio?

Nós não tínhamos experiência com alimentação. Começamos na fé. Pedimos a Deus até orientação para o tempero. No primeiro fim de semana fizemos sete frangos, depois 14, depois 21. Era tudo muito simples, mas com muita dedicação. Ficamos cerca de dois meses na garagem até ir para o primeiro ponto.

O crescimento foi rápido?

Foi acontecendo aos poucos, mas sempre constante. A divulgação foi muito no boca a boca. Ficamos cerca de dois anos no primeiro ponto, até que ficou pequeno. Depois mudamos para o local atual (rua Nove de Julho, nº 1.785), que muita gente dizia que não daria certo. Mas, para nós, foi uma bênção. Hoje vendemos em média 150 frangos por fim de semana, fora a costela. Começamos cedo, às 3h da manhã, e já temos produção pronta logo cedo. Expandimos para sábado, domingo e feriados. Hoje também estamos treinando equipe, mas sempre com a família muito presente.

Ponto onde o Assados do Crizão está localizado atualmente. Foto: Divulgação

Qual o papel da fé nessa trajetória?

É tudo. Eu e minha esposa somos muito ligados à igreja, e acredito que tudo o que aconteceu foi preparado por Deus. Eu sou diácono há nove anos e vejo tudo isso como missão. Nossa história não é só sobre trabalho, é sobre propósito. Aproveito o espaço para dizer para que as pessoas confiem no processo. Nem sempre vai ser fácil, mas quando há propósito e dedicação, as coisas acontecem. E, acima de tudo, ter fé. Porque muitas vezes o caminho não é o que a gente planeja, mas é o que Deus prepara.

SERVIÇO

  • Assados: Cristiano Ferreira
  • Endereço: Rua Nove de Julho, nº 1785 – Jardim Sampaio I e II de Mirandópolis
  • Encomendas: (18) 99149-2680
  • Instagram: @assadosdocrizao
1780851907