Mistérios gloriosos: A Assunção de Maria

Mistérios gloriosos: A Assunção de Maria

Foto: Criada via Chat GPT

Como essa série de cinco artigos sobre os mistérios gloriosos se encerra justamente no fim de semana da solenidade de Pentecostes, vamos hoje falar não sobre esse mistério – o terceiro dos mistérios gloriosos –, mas sobre o quarto, a Assunção de Maria, um fato que já era matéria de fé da Igreja – ou seja, o povo cristão já cria nessa verdade – e foi instituído como dogma pelo papa Pio XII em 1º de novembro de 1950 na constituição apostólica Munificentissimus Deus, disponível em português na internet e cuja leitura vale muito a pena.

No que consiste exatamente essa verdade? Nisto, como pode ser lido na definição solene do dogma, contida no parágrafo 44 da Munificentissimus Deus: “a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial”. Ou seja, diferentemente de todos os santos, que estão nos Céus aguardando a ressurreição dos corpos, Nossa Senhora já está lá de corpo e alma. E por quê? O papa Pio XII explica na constituição apostólica: “a augustíssima Mãe de Deus, associada a Jesus Cristo de modo insondável desde toda a eternidade “com um único decreto” de predestinação, imaculada na sua concepção, sempre virgem, na sua maternidade divina, generosa companheira do divino Redentor que obteve triunfo completo sobre o pecado e suas conseqüências, alcançou por fim, como suprema coroa dos seus privilégios, que fosse preservada da corrupção do sepulcro, e que, à semelhança do seu divino Filho, vencida a morte, fosse levada em corpo e alma ao céu”.

A Ascensão de Jesus é descrita nos Evangelhos de São Marcos (cap. 16, v. 19) e de São Lucas (cap. 24, v. 51), e no Livro dos Atos do Apóstolos (cap. 1, vv. 9-11), mas a Assunção de Maria não, em nenhum livro bíblico. O trecho bíblico citado pelo papa no parágrafo 40 da Munificentissimus Deus é o da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo: “Ao Rei dos séculos, Deus único, invisível e imortal, honra e glória pelos séculos dos séculos! Amém” (cap. 1, v. 17). E ele o cita para afirmar que Nossa Senhora, de corpo e alma, “refulge como Rainha à direita do seu Filho, Rei imortal dos séculos (cf. 1Tm 1,17)”.

Como é acalentador saber que Nossa Senhora tem tantos méritos e por causa deles já está na eternidade, fazendo de tudo para nossa salvação! Não somos órfãos! Temos a quem recorrer! Confiemos sempre nossas vidas a Ela, Mãe de Deus e nossa!

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