A trajetória de Adilson dos Santos Samuel entre o trabalho e o voluntariado
Foto: Arquivo Pessoal / Adilson Samuel
Nascido e criado em Mirandópolis, Adilson dos Santos Samuel construiu sua história com muito trabalho, dedicação à família e espírito de solidariedade. Aos 54 anos, divide sua rotina entre o trabalho na Penitenciária e as ações voluntárias no Rotary Club de Mirandópolis, onde acaba de assumir a presidência para o ano rotário 2026-2027. Ao seu lado, a esposa, Viviani Samuel, também inicia uma nova etapa como presidente da Casa da Amizade.
Filho de um motorista e de uma dona de casa, Adilson começou a trabalhar ainda criança para ajudar nas despesas de casa. Ao longo da vida, viu as filhas crescerem e iniciarem a trajetória no voluntariado por meio do Interact. Foi acompanhando essa caminhada que conheceu o Rotary Club, onde passou a atuar e agora assume a presidência.
Como foi sua infância?
Minha infância foi simples e de muito trabalho. Com cerca de oito anos eu já ia para a roça colher cebola e algodão para ajudar nas despesas de casa. Com o dinheiro que ganhava, comprava meu material escolar e até uma roupa para passar o ano. Foi uma fase que me ensinou o valor do esforço e da responsabilidade.
Quando começou a trabalhar?
Aos 12 anos entrei para a oficina do Macetão, onde aprendi muito e permaneci por vários anos. Em 1998 comecei a trabalhar na Penitenciária, onde estou até hoje. Durante um período consegui conciliar os dois serviços, mas depois precisei escolher apenas um. Sempre tive vontade de fazer faculdade, porém a prioridade era ajudar minha família e, mais tarde, investir na formação das minhas filhas.
Como conheceu sua esposa?
Conheci a Viviani por meio de amigos em comum, na época em que existia a danceteria Ritmo’s. Primeiro nos tornamos amigos e, com o tempo, começamos a namorar. Estamos juntos há 27 anos e casados desde 1999. Ela sempre esteve ao meu lado e é minha grande parceira em todos os momentos.
O que sua família representa?
A família é minha maior riqueza. Temos duas filhas: a Marcela, que é dentista, e a Mirella, policial militar rodoviária. Tudo o que fiz na vida foi pensando nelas. Hoje tenho muito orgulho de ver que cresceram, conquistaram seus objetivos e seguem o próprio caminho.
Como entrou no Rotary?
Tudo começou por causa das minhas filhas, que participavam do Interact. Através delas conheci o Rotary e, em 2016, recebi um convite para fazer parte do clube. Fui muito bem recebido e logo percebi o quanto é gratificante participar de projetos que ajudam a comunidade.

Como recebeu esse desafio?
Assumir a presidência é uma grande responsabilidade. É o meu primeiro cargo dentro do Rotary e sei da importância dessa função. Quando vejo a foto dos ex-presidentes, lembro de pessoas que deixaram sua marca no clube e em Mirandópolis. Isso aumenta a responsabilidade, mas acredito que, com união e trabalho em equipe, faremos um bom trabalho.
Quais são seus planos?
No Rotary queremos dar continuidade aos projetos e continuar ajudando entidades da cidade, como a APAE, a AMAI e outras instituições. Na vida profissional, pretendo me aposentar em breve, mas continuar atuando como instrutor de tiro, área em que trabalho desde 2016 e que também faz parte da minha trajetória. Fora do trabalho, outra grande paixão é o jiu-jítsu. Pratico o esporte há 15 anos e, no ano passado, conquistei a faixa-preta, uma realização muito especial para mim.
Que mensagem deixa?
Quero deixar como exemplo a importância de respeitar as pessoas. Esse sempre foi um dos principais valores da nossa família e é algo que procuro levar para todos os lugares. Também agradeço à minha esposa Viviani, às minhas filhas e a toda a minha família, que sempre caminharam ao meu lado. Gosto de seguir uma frase que resume a forma como vejo a vida: A gente não precisa ser o melhor em tudo, mas também não pode ser o pior em tudo. Vai na média que dá certo.

