Encontro “Florescer” promove conversa sobre saúde mental e autocuidado entre mulheres em Mirandópolis
Foto: Gabriel Leite
Cuidar de si nem sempre está entre as prioridades da rotina. Entre trabalho, família, responsabilidades e cobranças, muitas mulheres acabam deixando o próprio bem-estar em segundo plano. Foi nesse contexto que nasceu o Florescer, encontro realizado no domingo (6/9), no Clube Atlético de Mirandópolis (CAM), que reuniu mulheres em uma programação com conversas, atividades e reflexões sobre saúde mental, autoestima, corpo, alimentação e autoconhecimento.
Em sua primeira edição, o encontro reuniu profissionais de diferentes áreas para conversar sobre temas presentes na vida das mulheres. Participaram da programação o psiquiatra Dr. Júlio Galbes, a massoterapeuta Amanda Rodrigues e a pastora Júlia Ângelone, em uma programação que também contou com palestras, dinâmicas, momentos de interação e brindes oferecidos por parceiros. O evento teve ainda o apoio de Simone Momente, gerente do CAM.
A proposta foi construída em conjunto por Laura Ferro, cirurgiã-dentista; Amanda Madeira, designer de sobrancelhas; Luana Lustosa, educadora física; e Gabriela Mori, nutricionista. Juntas, elas reuniram diferentes áreas para criar um espaço de conversa e troca entre mulheres.
OLHAR PARA SI
Foi nesse ambiente de conversa que a saúde mental apareceu como um dos pontos centrais da programação. Para o psiquiatra Dr. Júlio Galbes, promover encontros como o Florescer é uma forma de estimular as mulheres a olharem para o próprio desenvolvimento e também contribui para a cidade.
“Quero parabenizar as meninas que tiveram essa ideia. É muito importante ter esse tipo de evento, faz com que as mulheres cresçam e floresçam. Isso é muito bom para a cidade de Mirandópolis”, afirmou.
A discussão também passou pela forma como as mulheres se enxergam. Gabriela Mori Takagi defende que falar sobre autocuidado precisa ir além da aparência, especialmente diante das cobranças que recaem sobre as mulheres no cotidiano. “Esse evento surgiu de um lugar de muito cuidado e carinho, para que a gente possa se ouvir, acolher e aproveitar o Setembro Amarelo para falar sobre saúde mental e autocuidado”, explicou.

Para Gabriela, esse processo não acontece de uma vez. A própria ideia do Florescer nasceu da imagem de uma semente que precisa ser cultivada ao longo do tempo para crescer. “A ideia é trazer uma semente que, com o seu cultivar, faça com que elas atinjam o que querem. A mulher é muito criticada e cobrada, principalmente na parte da aparência. Queremos trazer esse cuidado para além da aparência, mas para a vida”, completou.
A IDEIA
“A ideia inicial era uma espécie de aula aberta, em que todos pudessem participar, um evento gratuito. Conversando com a Amanda, ela incentivou e sugeriu as palestras, convidou a Luana e a Gabriela Mori, que também fazem parte, e deu super certo”, contou Laura.
A programação foi construída a partir dessa união de ideias, com momentos de conversa, dinâmicas e troca entre as participantes. Entre os assuntos abordados, a saúde mental ganhou destaque em razão do Setembro Amarelo.
PRÓXIMAS EDIÇÕES
Para Luana Lustosa, o resultado da primeira edição reforçou a vontade de continuar o projeto. A expectativa é que o Florescer possa crescer e ganhar novas edições em Mirandópolis. “Idealizamos o evento com muito carinho, para nos olharmos com mais amor e carinho. O intuito é cada vez mais termos edições maiores”, afirmou.
A primeira edição terminou com a proposta de que o cuidado não fique restrito ao domingo ou a um único encontro. Para as organizadoras, a ideia é que cada participante leve consigo algo das conversas e atividades e continue cultivando, na rotina, um olhar mais atento para a própria saúde, para as emoções e para a relação consigo mesma.

