Uma história de recomeços e sonhos: Lídia Antunes transforma sua trajetória em acolhimento ao empreender
Foto: Arquivo Pessoal / Lídia Antunes
Nascida em Guaraçaí, Lídia de Matos Antunes, de 43 anos, construiu sua trajetória entre a família, o trabalho e o empreendedorismo. Em 2004, mudou-se para Mirandópolis para acompanhar o tratamento da mãe e acabou fazendo da cidade seu novo lar. Ao lado do marido, Ricardo Antunes, construiu sua família e é mãe de Antonella e Gabriela. Formada em Pedagogia, nunca exerceu a profissão e passou por diferentes experiências até chegar ao Juremas Café, projeto que nasceu de uma fase difícil e hoje busca oferecer acolhimento a outras pessoas.
Como foi sua infância?
Minha infância foi muito gostosa. Cresci em Guaraçaí, rodeada pelos meus irmãos, em uma família muito unida. Minha mãe trabalhava na lavoura e meu pai na Prefeitura, na coleta de lixo. Eu só estudava e brincava, aproveitando bastante aquela época. Também cresci dentro da igreja, meus pais sempre foram evangélicos, então a fé sempre fez parte da minha vida.
Como Mirandópolis entrou na sua história?
Em 2004, minha mãe ficou doente e viemos para Mirandópolis para acompanhar o tratamento. Ficamos na casa da minha irmã, perto do hospital, e também íamos para Araçatuba. Em 2005, minha mãe faleceu, mas decidimos ficar. Foi aqui que comecei uma nova fase da minha vida.
Como foi construir sua família?
Conheci o Ricardo depois que comecei a frequentar a igreja. Namoramos por dois anos e dois meses e nos casamos em 2007. Depois ficamos 11 anos esperando pelos filhos, até nascer a Antonella. Quatro anos depois veio a Gabriela.
Como começou sua trajetória profissional?
Sou formada em Pedagogia, mas nunca exerci. Sempre gostei de cuidar das pessoas e percebi que o empreendedorismo combinava mais comigo. Eu e o Ricardo tivemos a Fusion, academia de treinamento funcional e crossfit. Foi uma experiência que me ensinou muito.
Como a doença da Antonella mudou sua vida?
No final de 2023, a Antonella começou a ter febre, chorava muito e não conseguia comer, e a gente não conseguia entender o que estava acontecendo. Passamos por vários médicos até chegarem ao diagnóstico de leucemia. Nossa rotina mudou completamente. São quase três anos de hospital e tratamento.

O que você aprendeu nesse período?
Aprendi a olhar a vida de outra forma. A gente percebe que não leva nada daqui e que o mais importante é como tratar as pessoas. Passei a valorizar ainda mais o amor, o carinho e as pequenas coisas.
Quando nasceu a ideia do Juremas Café?
Nasceu durante o tratamento da Antonella. Muitas vezes eu queria tomar um café e sentia falta de um lugar aconchegante, com café caseiro, um sorriso e um bom atendimento. Pensava nas famílias que ficam dias no hospital e comecei a imaginar um espaço onde pudessem tomar um café e ter um pouco de paz.
O que você quer que as pessoas encontrem no café?
Quero que encontrem acolhimento. Que pacientes, acompanhantes ou qualquer pessoa possam entrar, tomar um café, conversar e se sentir bem. Quero ter opções para todos os bolsos e fazer do Juremas um lugar de aconchego.
Quais são seus planos?
Quero que o Juremas cresça sem perder aquilo que fez a gente começar. Quero atender cada vez mais pessoas e, principalmente, pacientes e acompanhantes. Meu desejo é fazer o dia dessas pessoas um pouco melhor.
Gostaria de agradecer alguém?
Agradeço a Deus por ter me sustentado em cada etapa da minha caminhada, Ele me deu força quando achei que não conseguiria e transformou meu sonho em realidade. Gostaria de agradecer ao prefeito Grampola e a Ana, pelo apoio no tratamento da Antonella e pelo incentivo ao Juremas, e aos nossos pastores, Jefferson e Maiara, da Igreja Mevam.

