Atletismo, um salto na vida de Renata Katayama

Atletismo, um salto na vida de Renata Katayama

O atletismo é um dos mais antigos esportes praticados no mundo. Há registros que os gregos se reuniam para a prática do esporte por volta de 776 a.C., e mais tarde os romanos adotaram o hábito. Inclusive, um romano chamado Juvenal falou a famosa frase que define a filosofia do atletismo: mens sana in corpore sano, ou seja, mente sã em um corpo são.

Em Mirandópolis temos vários praticantes, mas uma em especial vem se destacando: Renata Vendrame Katayama. A modalidade entrou em sua vida ainda pequena quando acompanhava o irmão mais velho no atletismo e baseball.

“Com cinco anos de idade realizei meu primeiro treino no atletismo. Inicialmente me interessei por causa das amizades que tinha, então era muito divertido treinar todos os dias. Nas férias, inclusive, treinávamos duas vezes ao dia. Quando fiz 12 anos que comecei a ganhar algumas medalhas. Foi aí que comecei a querer realmente treinar e a gostar, diretamente, da modalidade”, explica Renata.

Com 22 anos, a mirandopolense revela que seu principal resultado está no salto triplo com a marca de 10.60. “Em 2017, fiz minha melhor marcar no salto triplo. Com ela, classifiquei para competição internacional Nikkey de atletismo que competi no Chile em 2018, trazendo a medalha de bronze ao Brasil”, recorda Renata, que também pratica salto em altura.

A atleta lembra que por conta desse destaque foi selecionada para representar o Estado de São Paulo e a Universidade Presbiteriana Mackenzie no Jogos Universitários Brasileiro em Goiás (JUBS). Nessa competição, não entrou no pódio, mas foi uma experiência incrível por conta dos contatos realizados com outros atletas e também por ser uma competição de alto nível.

ESTUDO E ESPORTE

Morando atualmente em São Paulo, a atleta cursa Direito na faculdade Presbiteriana Mackenzie, onde é bolsista por conta do esporte. Sua rotina é bem atribulada entre treinamentos, estágio e faculdade, o que requer um esforço diário.

“Por causa das competições que aconteciam em São Paulo fiquei com uma vontade imensa de morar e fazer faculdade por aqui. Quando foi chegando perto dos vestibulares, não fazia ideia do que prestar e meu técnico, Roberto Kanda, me falou com toda certeza: você será advogada! Quando descobri o curso, e onde, tive de escolher em qual instituição prestar. Soube que o Mackenzie concedia bolsa de estudos aos universitários que praticassem esporte, inclusive o atletismo. E foi aqui que entrei”.

Renata acorda as sete horas para treinar, entra às dez horas no estágio e depois vai direto à faculdade, retornando em casa apenas às 23h. Por esse motivo, não consegue treinar diretamente o atletismo durante a semana. Assim, pratica crossfit com algumas adaptações por conta da modalidade. Alguns exercícios são feitos com mais explosão, sendo que daí treina o atletismo aos sábados e, geralmente, as competições são nos domingos

No esporte ressalta que fez importantes amizades e aprendeu com seu treinador muitos conceitos fundamentais que traz para a vida. “Posso dizer que a minha vida foi escrita até aqui ao redor do atletismo. Na modalidade aprendi a lutar pra ganhar, a perder, a não me conformar com a perda, aprendi sobre amizade, amor, estudos, responsabilidades e dedicação”, analisa Renata.

A mirandopolense ressalta a importância do apoio da família que sempre incentivou a pratica do esporte, assim como a relevância do técnico nos ensinamentos, não só na modalidade, como para a vida.

“Sou muito grata ao meu técnico, segundo pai, psicólogo, amigo, conselheiro, Roberto Kanda. Ele me ensinou e ensina muito sobre a vida. Sempre esteve ao meu lado. Ele é uma das pessoas que mais amo no mundo. Também não posso esquecer de todos aqueles que trombaram comigo nessa caminhada: amigos de treino, adversários e aos pais dos atletas que não medem esforços para realizar as promoções no Nipo para arrecadar dinheiro. Assim como agradecer ao atletismo de Pereira Barreto que, por alguns anos, quando Mirandópolis não estava nos Jogos Regionais abriram as portas. Agradeço ao atletismo do Direito Mackenzie e da Seleção Mackenzie que me proporcionam a chance de estudar com bolsa por esse esporte maravilhoso. E ao atletismo de uma forma geral que me ensinou a ser exatamente como sou”, finaliza Renata, que tem uma tatuagem com o símbolo do atletismo na perna.


                       
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