Casos positivos de coronavírus em Mirandópolis chega a 12

Casos positivos de coronavírus em Mirandópolis chega a 12

O município de Mirandópolis soma 12 casos positivos de covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. A atualização foi divulgada nesta segunda-feira pela prefeitura no site oficial.

Até sexta passada a cidade registrava 9 confirmados. Conforme novo balanço, oito pessoas têm sintomas suspeitos da doença e 31 exames testaram negativo. Há duas mortes confirmadas até o momento.

Um decreto do governador João Doria (PSDB) que será publicado nesta terça-feira (5) irá tornar obrigatório o uso de máscaras a todos os cidadãos que saírem às ruas do estado. A medida passa a vigorar a partir do dia 7 de maio.

A fiscalização pelo não cumprimento deste decreto caberá às prefeituras, que deverão determinar como fiscalizar e punir quem descumprir.

A prefeitura não deu mais detalhes sobre os pacientes que testaram positivo.

Em Lavínia, de acordo último balanço divulgado na última quarta-feira (29), um caso é considerado suspeito, sete testaram negativo e um paciente se encontra internado. Não há registro de mortos pela doença no município.

DECRETO MUNICIPAL SUSPENSO

A juíza Iris Daiani Paganini dos Santos, da 2ª Vara da Comarca de Mirandópolis, havia determinado a suspensão do decreto municipal que flexibilizava a reabertura de estabelecimentos de serviços não essenciais, ainda que de forma parcial, autorizados pelo prefeito Everton Sodario (PSL) na última segunda-feira (27).

A magistrada obrigou que a prefeitura siga o decreto estadual, que proíbe a reabertura dessas atividades até 10 de maio.  A decisão da magistrada atendeu pedido dos dois promotores de Justiça da cidade, Willian Ortis Guimarães e Renata Andréia dos Santos, que entraram com ação civil pública contra a prefeitura e o chefe do Executivo. A liminar foi publicada na quarta-feira (29).

Perguntas e respostas

O que pode ficar aberto?

 Saúde: hospitais, clínicas, farmácias, clínicas odontológicas, lavanderias e serviços de limpeza e hotéis;

– Alimentação: supermercados, hipermercados, açougues e padarias, bem como os serviços de entrega (delivery) e aqueles que permitem a compra sem sair do carro (drive thru) em bares, restaurantes e padarias;

– Abastecimento: transportadoras, armazéns, postos de combustíveis, oficinas de veículos automotores, transporte público, táxis, aplicativos de transporte, serviços de call center, pet shops e bancas de jornais;

– Segurança: serviços de segurança privada;

– Comunicação social: meios de comunicação social, inclusive eletrônica, executada por empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens.

O que deve ficar fechado?

O decreto suspende o atendimento presencial no comércio e na prestação de serviços, também suspende o funcionamento de casas noturnas, shopping centers, galerias e estabelecimentos congêneres, academias e centros de ginástica. Escolas já estavam com atividades suspensas, seguindo decisão anterior do Governo do Estado.

O que acontece com padarias, cafés, bares e restaurantes?

Está suspenso o consumo local de produtos nesses ambientes. As pessoas podem comprar os seus produtos e, em seguida, devem deixar o local. Não é permitido o consumo em mesas e balcões. O decreto autoriza que esses estabelecimentos façam entrega (delivery) e/ou drive thru.

Lojas e comércios em geral podem continuar funcionando?

O decreto proíbe o atendimento presencial nestes estabelecimentos comerciais. A administração e atividade interna estão autorizadas. Também são permitidas vendas e atendimento online, mas sem atendimento ao público.

As fábricas continuarão funcionando?

Sim. Indústrias e fábricas estão autorizadas a funcionar, pois não fazem atendimento direto ao público. O seu funcionamento deverá obedecer às regras sanitárias estipuladas por portaria do Ministério da Saúde.

Igrejas, templos e centros de atividades religiosas podem continuar funcionando?

O decreto estadual determina a suspensão de missas, cultos e celebrações religiosas com aglomerações de pessoas. No entanto, esses locais podem continuar abertos para receber seus fiéis e suas atividades com a comunidade, sempre respeitando as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde para combate à doença.


                       
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