‘Será essencial que o próximo prefeito tenha relações de proximidade com o governo federal’, diz Everton Sodario sobre apoio de Bolsonaro

‘Será essencial que o próximo prefeito tenha relações de proximidade com o governo federal’, diz Everton Sodario sobre apoio de Bolsonaro

O AGORA NA REGIÃO realiza entrevistas com os dois candidatos ao cargo de prefeito de Mirandópolis. A eleição suplementar ocorrerá em 1º de setembro. A primeira, por ordem alfabética, foi na sexta-feira, 16 de agosto, com David Boaventura (PSC). Na edição do jornal da última sexta (23) foi a vez de Everton Luiz Fernandes Sodario Raimundo (PSL). Nascido em 1993, em Tapira (PR), veio a Mirandópolis com quatro meses de idade onde vive até hoje. É advogado, tem 26 anos e seu último emprego foi como secretário parlamentar em Brasília. Confira trechos da entrevista abaixo.

Em sua visão o que será determinante para definir eleições?

Antes de tudo, propostas. A população quer propostas, projeto de governo e nós temos um projeto de cidade e, acima de tudo, um projeto de mudança. Mirandópolis quer mudança, quer uma nova forma de fazer governo. Mirandópolis não aguenta mais as velhas trocas políticas. Acho que isso, inicialmente, é determinante para essa eleição. Mas não só isso. Também é fundamental olho no olho, tête-à-tête, conversar com a população, esclarecer dúvidas e Fake News que são ditas a meu respeito. É uma cidade pequena e por isso as pessoas querem conhecer o candidato. Nós estamos saindo às ruas, batendo de casa em casa e conversando olho no olho com cada pessoa. Acho que essa forma de fazer campanha, com a verdade e propostas tende a ser determinante para nossa eventual vitória nessa eleição municipal.

Qual será a participação do governo federal, em especial de Jair Bolsonaro, em sua eventual gestão?

Eu sou do partido do Presidente da República. Caso eleito, vou ser o primeiro prefeito do PSL no Estado de São Paulo. Tenho amizade com o presidente da República, com os deputados e senadores do PSL, inclusive, tenho apoio deles nesta eleição. Então, a participação do governo federal em nossa eventual gestão será fundamental. Mirandópolis hoje está deficitária. As contas públicas estão desequilibradas, principalmente nos últimos meses que tivemos gastos desordenados do dinheiro público. Só com recurso próprio a cidade não irá conseguir continuar sendo gerida. Vai ser essencial que o próximo prefeito tenha relações de proximidade com o governo federal para conseguir emendas, recursos de deputados, de ministros, para que possamos fazer a coisa acontecer na cidade. Justamente, pela proximidade e amizade que tenho com o presidente da República isso tende a facilitar muito. Jamais na história da cidade tivemos um candidato que tivesse tanta proximidade com o governo federal. Mirandópolis precisa ser conhecida em Brasília e essa será missão caso seja eleito.

Como pretende se relacionar com a Câmara Municipal?

As demandas dos nossos vereadores serão prioritárias. Eu vou priorizar as demandas de vereador. O que eu não aceito com nenhum vereador, nem de minha base aliada nem de oposição, é o toma lá dá cá. É a troca de favores. Esse tipo de política nós não vamos fazer. Vamos ouvir o vereador. O Executivo e o Legislativo tem que trabalhar em conjunto. Ombro a ombro, lado a lado. Teremos uma relação de abertura. Participarei constantemente das sessões na Câmara Municipal e teremos uma relação absoluta proximidade. Nós precisamos de harmonia. O que não se pode aceitar são trocas espúrias, trocas de favores, indicações de cargos comissionados, esse tipo de relação, seja com vereadores, partidos políticos, lideranças políticas, no meu governo não vai ter.

Você pretende alterar diretores de cargos comissionados? Se sim, quantos?

Sim. Mirandópolis exige mudança. Cada governo que assume a Prefeitura faz, naturalmente, as suas mudanças. A minha equipe será uma equipe técnica. Teremos sim alterações, porém ainda não existem definições. Nós estamos analisando caso a caso e, eventualmente, assumindo a Prefeitura, vamos tomar as decisões. Vou repetir: todos os nossos diretores serão indicações técnicas. Nós teremos alterações porque pretendo fazer redução no número de cargos comissionados. São 19 altos cargos comissionados, a cidade não suporta isso. Inicialmente pretendemos fazer a redução do número de departamentos, fazer algumas unificações e colocar uma equipe técnica, sem apadrinhamento político.

Seu vice teve a candidatura indeferida, entrou com recurso e aguarda decisão judicial. Como você avalia essa situação?

O Mirão é candidato. Não há o mínimo risco de ele não ser candidato. Houve um atraso do PSL em repassar a filiação do Mirão à Justiça Eleitoral, porém o Mirão é filiado ao PSL desde 14 de dezembro de 2018. A Lei Eleitoral seja que o candidato seja filiado, pelo menos, seis meses antes da eleição. Estamos com o recurso no Tribunal Superior. Temos casos já julgados idênticos iguais ao nosso e todos a instância superior considerou a filiação que o candidato havia feito. Não o mínimo risco de cassação do vice ou da chapa. Aguardamos o recurso, porém a chapa concorre normalmente. Estamos nessa situação de absoluta boa-fé.

Qual seu planejamento para reativar o prédio da prefeitura e a rodoviária?

A reabertura do prédio é prioritária, acho que é primeira coisa que o próximo prefeito tem que fazer. Já temos conversas com o governo federal e, com nossa eventual eleição, temos certeza de que teremos emendas e recursos de Brasília para fazer a reforma, as adequações e abrir o prédio. É prioridade. Será uma das nossas primeiras medidas. Tenho absoluta confiança que ainda este ano conseguimos reabrir o prédio da Prefeitura e reativar a rodoviária. Com recurso próprio teremos muita dificuldade em fazer isso, então, é fundamental já essa relação com Brasília. Caso assumir, volto a Brasília imediatamente para efetivar a vinda de recursos.

Em seu plano de governo, você diz que fará um “revogaço” nas Leis Municipais. Como isso funcionaria?

Eu penso em um estado menor. Penso em uma Prefeitura menor. O grande problema hoje do município, do estado e do governo federal é que ao invés de ajudar eles atrapalham o cidadão. São leis desnecessárias, que atrapalham a vida do cidadão. Pretendo, quando assumir a Prefeitura, fazer um aparato de todas as leis aprovadas nos últimos anos e as que nós entendermos que são leis que atrapalhem cidadão, para imputar obrigações desnecessárias, a gente pretende fazer um “revogaço” legal. No meu governo não vamos criar leis, vamos revogá-las. Ao invés de criar para atrapalhar a vida do cidadão, eu quero facilitar, desburocratizar, para que o cidadão não fique dependendo da Prefeitura para tudo. O cidadão tem que ter suas liberdades individuais respeitadas.