Castramóvel está parado e necessita de modificações para ser utilizado

Castramóvel está parado e necessita de modificações para ser utilizado

Chegou, mas não tem condições de ser utilizado. Essa é a situação do Castramóvel em Mirandópolis, que está estacionado sem adequações internas necessárias para conseguir a liberação da documentação junto ao Conselho Regional de Medicina Veterinária.

Vale lembrar que no dia 8 de agosto o prefeito interino Carlos Weverton Ortega Sanches (MDB) postou em sua rede social a chegada do Castramóvel. Alguns dias depois (13 de agosto), um vídeo em seu Facebook mostrou internamente detalhes: espaço de cirurgia, banheiro e a área de paramentação. As postagens foram motivos de comemorações entre a população, sendo que muitos questionaram na época sobre a data de início do projeto.

Perguntamos para Sanches sobre o uso do Castramóvel em Mirandópolis, o prefeito limitou-se a dizer que está aguardando a documentação para poder funcionar, sendo que essa solicitação já foi feita para que a veterinária providencie os documentos necessários.

Procuramos Leticia dos Santos Lopes, médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses (CZZ), que explica que o Castramóvel precisa ser regularizado perante um órgão fiscalizador, que no caso é o Conselho Regional de Medicina Veterinária. “Essa unidade precisa passar por algumas adequações porque a planta foi feita sem conhecimento técnico. Então precisa ser feita uma porta externa no banheiro para ficar uma área isolada; a sala de paramentação necessita de uma porta vai e vem; e dentro do centro cirúrgico não pode ter uma pia”, confirma Leticia.

A veterinária comenta que o primeiro passo seria fazer essas modificações para somente depois solicitar o laudo de vistoria junto ao CRMV. “Com essa aprovação ainda precisamos montar um projeto de atuação para descrever quando e onde vai funcionar.  Assim como fluxo de entrada e saída dentro da unidade”, lembra Leticia.

A profissional ressalta ainda que tanto as adequações do Castramóvel, como a questão do projeto, não estão sendo realizadas e não tem previsão para resolver essas pendências para início do projeto.

O CRMV foi procurado pela reportagem, mas até o fechamento dessa edição (matéria publicada na edição de sexta, 13 de setembro), não havia se manifestado.