Brito e Almir pedem explicações ao prefeito sobre reformas da praça e estação ferroviária

Brito e Almir pedem explicações ao prefeito sobre reformas da praça e estação ferroviária

O presidente da Câmara Municipal Wellington de Brito (PV) e o vereador Almir Marini (PV) solicitaram informações ao prefeito Everton Sodario (PSL) sobre o andamento das reformas da praça Manoel Alves de Athayde e da antiga estação ferroviária, ambas paralisadas.

Os pedidos foram encaminhados à prefeitura por meio de requerimentos legislativos, propostos na última sessão ordinária, ocorrida na segunda-feira (2).

No caso da praça central – pedido assinado apenas por Marini – o parlamentar questiona quais providências foram adotadas em relação ao término da reforma, já que a empresa contratada ainda não concluiu a obra.

O vereador baseia seu pedido em uma reunião realizada com o próprio prefeito juntamente com o diretor de Obras da prefeitura e representantes da empresa, no início do mandato de Sodario. O parlamentar alega que após esse encontro não houve continuidade dos serviços.

Já sobre o andamento da reforma do antigo prédio que abrigava a estação ferroviária – pedidos feitos por ambos – os vereadores também cobram informações pois a obra foi embargada pelo próprio Executivo e a empresa contratada para realizar os trabalhos não pôde dar continuidade.

Os legisladores pedem que a administração municipal informe as medidas que estão sendo adotadas quanto a restauração. “A praça já passou por várias realidades. Já passou por investigação por essa Casa de Leis e já passou por vários prefeitos. O Sodario, logo em sua chegada, fez uma reunião a meu pedido junto de diretores da prefeitura, dono da empresa e engenheiros. Ficou estabelecido alguns rumos para resolvermos essa pendência. Mas isso faz algum tempo. Por isso, peço em requerimento o que foi feito de lá para cá. Da mesma forma em relação com a estação. Foram constatadas algumas falhas no projeto, mas que iriam ser regularizadas. Já se passaram meses e até agora nenhuma solução”, cobrou Marini durante discurso em tribuna.

Vereadores chegaram a pedir cassação de ex-prefeita ano passado

A reforma e adequação da praça central foram iniciadas no governo da ex-prefeita Regina Mustafa (PV). O atraso na entrega e a forma como as obras estavam sendo realizadas motivaram pedidos de cassação contra a ex- -prefeita em maio de 2019.

Na época, cinco vereadores chegaram a pedir a cassação da chefe do Executivo, foram eles: Carlos Weverton (MDB), Luciano Bersani (PTB), Afonso Carlos Zuin (PSDB) e Tiago Soares (PP), além de Jairo Amorim (MDB), que era suplente do vereador Matias Evarde (MDB) responsável pela denúncia e impedido de votar.

Para ser cassada, a prefeita precisava receber dois terços dos votos favoráveis à cassação, ou seja, seis vereadores. Entretanto, os parlamentares Almir Marini (PV), Wellington de Brito (PV), Nivaldo Aparecido Ribeiro (SD) e Yukio Abe (PRB) votaram pela absolvição.

Foram mais de oito horas de sessão. Segundo a denúncia feita por Matias, na época, existiam divergências no valor pago à Concresp, empresa responsável pela obra, no piso intertravado e na recomposição das pedras portuguesas, além de considerar serviço de má qualidade.

Mas durante a sessão, o advogado da ex-prefeita, Luiz Renato Telles Otaviano, apresentou contradições nos depoimentos de três engenheiros que emitiram laudo técnico contra o andamento da obra. Além disso, um dos profissionais que atestou esse documento, Paulo Lourenço Oliveira, funcionário municipal, não apresentou no laudo de vistoria da praça o registro de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), documento que caracteriza legalmente os direitos e obrigações dos profissionais da área.

O recurso da Obra, no valor total de R$ 244.252,60, é oriundo do Ministério do Turismo que foi destinado através do ex-deputado federal Evandro Gussi (PV). A Caixa Econômica Federal libera o dinheiro para a Prefeitura que, por sua vez, repassa o valor das medições conforme o serviço é realizado pela Concresp.

Segundo a Prefeitura, esse processo precisa ser avaliado pelo departamento de Obras e por engenheiro da Caixa antes de ser repassado qualquer valor à empresa.

PRORROGAÇÃO

Em agosto de 2019, época em que o vereador Carlos Weverton esteve como prefeito interino na prefeitura foi prorrogado por mais seis meses o contrato com a empresa Concresp.

A extensão do contrato ocorreu mesmo Carlos tendo votado para cassar a ex-prefeita três meses antes. Na época, a reportagem entrou em contato por telefone com o ex-prefeito interino para saber os motivos que o levaram a prorrogar o contrato, mas ele se limitou a dizer que o jornal deveria protocolar na prefeitura os questionamentos sobre os assuntos.

NÃO SE MANIFESTOU

O quarto termo de aditamento venceu em 5 de fevereiro deste ano. O jornal questionou a atual administração sobre nova prorrogação e por qual período. No “Diário Oficial do Município” não consta nenhuma publicação de novo pedido de extensão contratual depois dessa data. A administração municipal disse a reportagem que não irá se manifestar sobre o caso.