‘São quase 50 anos só com a loja de materiais de construção. Trajetória que me orgulha’, diz Marcondes, do Deposito Aporé

‘São quase 50 anos só com a loja de materiais de construção. Trajetória que me orgulha’, diz Marcondes, do Deposito Aporé

Conversamos com Aparecido Humberto Marcondes, o Marcondes do Deposito Aporé. Mirandopolense que nasceu em 1949, trabalhou vendendo revista e depois na vidraçaria do seu pai. Casou com a Ivete, com quem teve três filhos (um neto), e montou uma loja de construção nos anos 70. Confira abaixo a entrevista completa.

Quais as lembranças da infância e juventude?

Éramos em quatro filhos, uma casa bem humilde, mas foi bem tranquila. A minha lembrança é de uma juventude muito unida. Ficávamos esperando chegar sábado para nos reunirmos na praça, era a nossa diversão. Lembro com muito carinho dos Amikuras e do Agnaldo carrasco, nos praticávamos ginastica em aparelho. Eu gostava bastante da natação, lembro do Sergio, Arthur e Yukio Amikura, bons tempos.

Chegou a fazer faculdade?

Comecei a fazer a faculdade de Educação Física, mas vi que não era isso que queria para a minha vida. Daí inicie o curso de Administração, cheguei a fazer três anos, mas como a grana estava muito curta precisei largar para trabalhar. Depois vieram meus filhos, daí foquei no trabalho.

Seu pai teve comércio?

Meu pai foi gerente da Casa Santa Gloria, comércio de secos e molhados, depois montou uma vidraçaria. A loja dele primeiro foi próximo do antigo Amikura, depois foi para a rua João Domingos de Souza. Funcionou de 1964 até por volta de 1975.

Ajudou na vidraçaria?

Na época do ginásio comecei a ajudar ele, mas também trabalhei com o Adejar Vieira de Faria vendendo revista e a Dona Galiana na estação, mas acabei voltando para trabalhar com ele colocando vidro e vendendo quadros religiosos (risos). Lembro de vender para o Seu Jirico, pai do querido Tonicão.

E a loja de construção?

Por volta de 1970 eu já queria ampliar o ramo, daí montei dentro da própria vidraçaria a parte de materiais de construção. Fiquei lá até por volta de 1974, quando comprei um prédio que virou Depósito Aporé. Em 1980 meu pai faleceu, daí dividimos as lojas, uma parte ficou com meu irmão e eu com essa. Quando iniciamos estávamos zerados financeiramente, apostamos todas as fichas nessa loja. Passamos por algumas dificuldades nos anos 80, mas depois estabilizou.

Pensou em sair de Mirandópolis?

Nunca tive vontade de mudar daqui, sempre gostei demais de Mirandópolis. Infelizmente muitos amigos de infância já partiram, com essa pandemia infelizmente está complicando ainda mais. Falando em amigos me veio na memória o meu melhor amigo, o Laercio Bomtempo, esse me deixou saudades, foi um grande irmão.

Como está passando pela pandemia?

Não está fácil para ninguém, é uma situação muito complicada que infelizmente está durando muito mais do que imaginávamos. Estamos tentando trabalhar de uma maneira que não vai prejudicar ninguém, digo na questão de saúde.

Hoje os filhos tomam conta da loja?

O Chiquinho sucedeu, já estava complicado trabalhar no dia a dia porque é um trabalho pesado. O Marcelo e o Alexandre também estão firmes no negócio, cada um contribui da sua maneira, sendo que o mais importante é que um completa o outro dentro da loja, isso me deixa feliz e tranquilo.

Qual mensagem gostaria de deixar?

Só tenho o que agradecer a população de Mirandópolis e também as cidades vizinhas. Se não fosse eles não estaria aqui contando essa história, porque trabalhar no comercio é isso, é uma troca, só quem trabalha com amor consegue fazer uma trajetória como a nossa.


                       
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