Mônica solicita explicações sobre atendimentos nas UBSs; Grampola questiona crise hídrica e corte das horas extras

Mônica solicita explicações sobre atendimentos nas UBSs; Grampola questiona crise hídrica e corte das horas extras

Aconteceu na segunda-feira (1) a 14ª sessão ordinária de 2022 na Câmara de Mirandópolis. Entraram em pauta 3 indicações, 1 requerimento e 1 moção de apoio.

A vereadora Mônica Machado fez um requerimento solicitando ao prefeito de Mirandópolis, Mirão, que forneça informações sobre a divisão territorial do atendimento da atenção básica em saúde do município, uma vez que muitos munícipes apresentam reclamação quanto às suas unidades de referência.

“Há mais de um ano venho recebendo essa demanda de pessoas que residem próximo a uma UBS, mas para realizarem suas consultas e atendimentos de rotina, precisam se deslocar a uma outra UBS bem distante, sendo que a justificativa é por ser área rural. Além disso, recentemente recebi mais reclamações de pessoas pedindo ajuda para intervir nessa situação, aconteceu com uma pessoa que eu conheço que reside próximo a UBS do Jardim Aeroporto, mas pelo local ser considerado rural, ela teve que fazer a consulta na UBS do bairro Amandaba. Ela acabou não indo, por que não tinha transporte. Quero solicitar para o executivo, que de forma oficial, possa esclarecer aos nossos munícipes”, explica Mônica.

INDICAÇÕES

O vereador Afonso Carlos Zuin solicita ao prefeito as devidas manutenções no cemitério da Segunda Aliança, a fim de atender as demandas da população. O edil realiza uma outra indicação onde solicita a prorrogação da vigência do contrato de repasse 893216/2019/NDR/Caixa com vencimento para o dia 5 de dezembro de 2022, para que não seja perdida a verba de R$ 296.500,00 celebrado com a Prefeitura, sendo R$ 286.500,00 da União e R$ 10.000,00 de contrapartida. Já a vereadora Mônica fez uma indicação para instalação de mesas com bancos na praça do bairro Jardim Sampaio.

Vale ressaltar que a indicação parlamentar não tem caráter obrigatório. Cabe a prefeitura decidir se acata ou não o pedido do vereador.

MOÇÃO DE APOIO

Os vereadores fizeram uma moção de apoio para a realização de estudos visando reforçar o atendimento prestado pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público do Estado de São Paulo (IAMSPE), sobretudo em cidades do interior paulista, ampliando a rede de convênios com hospitais, clínicas e laboratórios, que vem sofrendo constantes reduções e trazendo prejuízo aos beneficiários; e incluir no orçamento a cota-parte equivalente ao Governo do Estado, garantindo, desta forma a aplicação constante de recursos em referido órgão.

GRAMPOLA CRITICANDO

Grampola Pantaleão usou a tribuna para falar sobre o problema hídrico que Mirandópolis vem enfrentando. “Uso a tribuna com muita tristeza, pois no dia 27 de julho de 2021 foi decretado estado de calamidade devido a crise hídrica que vivíamos. O prefeito da época (Everton Sodario) decretou estado de calamidade e realmente foi um sofrimento muito grande. Na época ele começou a tomar algumas providências, que ele diz que desassoreou a represa São Lourenço, fez o poço do ETA com 300 metros de profundidade, que ia dar 30 mil litros d’água a hora, o poço do Esplanada com 300 metros de profundidade, entre outros poços que já existiam. Conclusão, naquela época foi feito um tremendo oba-oba em redes sociais, dizendo que a solução do problema da água de Mirandópolis havia acabado, e ainda disse que eu, Afonso, Roberto, Chutudo e Mônica havíamos pedido para puxar água do córrego e estávamos agindo com politicagem. Hoje, dia 1º de agosto de 2022, como todo mundo já sabe, Mirandópolis é a primeira cidade do Noroeste a decretar racionamento de água, aí eu vou encerrar dizendo só o seguinte: será que a politicagem era nossa? Será que não foi feito muito “oba-oba”, ao invés de realmente solucionar os problemas?”, ressalta Grampola

Ainda em seu discurso, o vereador Grampola critica o corte das horas extras. “Estive falando com vários funcionários, sou totalmente contra a hora extra de quem não a faz. Mas de quem faz, merece receber, e sei que tem muitas pessoas que fazem e que agora não pode mais fazer. Será que hora extra só pode fazer em tempo de eleição? Se vocês pegarem a folha de hora extra, em 2020 nos meses de outubro, setembro, agosto e julho, vamos ver que tinha muita hora extra. Agora não pode fazer mais nada. Então quem trabalha tem que ser punido? Nós estamos com a cidade suja e não conseguimos limpar, uma hora falta maquinário, outra hora falta funcionário. Porque não fazer um mutirão e pagar as horas extras devidas para quem trabalha. Eu peço, senhor prefeito, que o senhor veja isso, porque da mesma forma que o senhor mandou um projeto de realocação de fundos aqui para a cultura na qual foi pedido para gastar R$590 mil com festejo, e ninguém viu festa de peão e nem fogueira gigante….Se tem esse R$590 mil, revê as horas extra dos funcionários também. Porque nós, além de tudo, temos R$20 mil para pagar por mês para o Ézio Veronese, pois onde hoje estão os alunos da escola Ebe Aurora, sendo que no Ebe Aurora não baterem nenhum prego lá ainda. Será que o que nós vamos pagar de aluguel não fica mais caro que própria reforma?”, questiona Grampola.


                       
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