Saiba como ajudar as iniciativas de proteção animal em Mirandópolis

Saiba como ajudar as iniciativas de proteção animal em Mirandópolis

Por Fernanda Batista – Diário Labor

No dia 4 de outubro foi comemorado o Dia do Animal, mas muito mais do que comemorar uma data anual, os pets merecem amor, carinho e proteção todos os dias do ano. Para isso, em Mirandópolis existem iniciativas incansáveis neste sentido como as ONGs Gateiras do Brasil e as páginas Patinhas de Rua e Força Animal.

Embora a missão em resgatar, cuidar e proteger os bichinhos seja gratificante e aplaudida pela sociedade, tal ofício não está isento de trabalho árduo, voluntário e solitário. É isso que relatam as líderes das iniciativas citadas acima, coincidentemente são todas mulheres defensoras dos direitos dos animais que disponibilizam seus recursos particulares e abrigam os animais em suas casas.

RESGATE

“Não é um trabalho fácil, cada caso tem seus enormes desafios, já tivemos que resgatar filhotes de cachorro no lixão, houve uma gata que foi envenenada e deixou os filhotes recém nascidos e precisei achar uma ama de leite e por ai vai, nossa luta é diária”, relata a psicóloga Rosana Anhani, responsável pela página no Facebook Patinhas de Rua Mirandópolis. Sem um local para abrigar os animais resgatados, Rosana já contabiliza 18 gatos em sua casa ao quais alimenta com doações de rações, rifas e outros apoios esporádicos.

Um pouco mais estruturada, a ONG Gateiras do Brasil Mirandópolis também é liderada por uma mulher, Dominike Mustafa que, apesar de ter um gatil construído nas dependências de sua casa onde abriga 180 gatos, também não conta com ajuda governamental. Dominike ficou conhecida como “Belinha Gateira”, e para dar conta de alimentar tantos felinos, ela mantém um Bazar Beneficente localizado na rua Joaquim Alves Filho, 934, Jardim Nossa Senhora de Fátima, onde são vendidas roupas femininas, masculinas e infantil feminino; calçados, acessórios, eletrodomésticos, brinquedos, livros, ferramentas e outros utensílio doados por parceiros. Toda a renda do Bazar é revertida para o projeto de abrigo dos animais.

Além do abrigo, a ONG Gateiras do Brasil também trabalha com um projeto independente de castração dos gatos. Fundada em 2019, até o ano de 2021, mesmo com a pandemia, foram realizadas mais de 310 castrações, seja no Centro Municipal de Controle de Zoonoses ou com veterinários particulares parceiros. O projeto visa conter o avanço da procriação felina no município.

Pela quantidade de gatos que tem em seu Gatil, diariamente são necessários pelo menos 15kg de ração, o que ultrapassa a quantidade de 500 kg por mês para alimentá-los. A higiene dos bichinhos também é feita com produtos de primeira qualidade, sendo necessário mais de 500 quilos de areia/granulado para os animais fazerem as necessidades fisiológicas. Todos os animais são também vacinados e acompanhados por veterinários quando necessário.

Outro diferencial da Organização é que seu alcance não se limita apenas no município de Mirandópolis. A Dominike é de São Paulo e por isso, todos os meses consegue famílias tutoras que adotam os gatinhos na Capital. Para isso, a Gateira viaja 600km com os animais que receberão um novo lar e os entrega pessoalmente para cada família.

Para ajudar com doações ou adquirir mais informações, o telefone para contato da ONG Gateiras do Brasil é o (11) 95352-2798.

MAUS TRATOS

Parceiro das resgatadoras, o médico veterinário Júnior Botoni conta que apesar de haver diminuído os casos recentes, ainda se depara com atendimentos de pets mau tratados na cidade sendo os principais casos com cachorros e relacionados à falta de alimentação e hidratação frequente. “Atendo pelo menos 3 animais por mês com quadro de desnutrição e desidratação. Não faz muito tempo que atendi uma gata com a perna lacerada por faca ou facão. Vemos muitos casos de filhotes soltos em estradas rurais com ou sem a mãe”, relata.

Além dos casos citados, Júnior explica que é necessário ficar alerta aos sinais de maus tratos que podem variar, para isso qualquer cidadão pode acionar ajuda se considerar sintomas fora dos padrões de cuidado como: sintomas de desnutrição e desidratação; características de doenças e não tiver acompanhamento de médico ou controle e tratamento; animais abandonados em terrenos e que não recebem água e alimentação frequente; sinais de agressões; e ambientes violentos.

“Nesses casos, a denúncia pode ser feita diretamente via Polícia Militar, acionando o 190, ou acionando alguma das ONGs que temos na cidade”, finaliza Junior.

As iniciativas citadas acima são as que foram identificadas pela reportagem, no entanto, as líderes relataram que existem familiares, amigos e parceiros que atuam em apoio das iniciativas. A sociedade tem ajudado com doações, denúncias e outras ações, no entanto, a demanda de animais mau tratados e abandono não para de crescer e consequentemente necessitam de maior apoio e recursos.


                       
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